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Feicebuque, o território do gabiru.

por Fernando Lopes, 4 Nov 14

girl in facebook.jpg

Pela primeira vez em meses fui ver as estatísticas da página de facebook do purgatório. Conclusões interessantes: 64% do sexo feminino, 36% do masculino; a maioria das mulheres entre os 35 e 44, homens entre os 45 e 54. Até aqui tudo normal, terei prosa ou temática mais do agrado feminino, o que, minhas senhoras, muito me honra.

 

Depois veio a dura realidade: cada vez que um rapariga gira da faixa etária maioritária clica no botão gosto, o número de visualizações da publicação aumenta exponencialmente. O máximo que consegui foram quatro likes de raparigas jovens e giras que catapultaram a posta das habituais 30 visualizações para mais de 200.

 

Para que isto fique um blogue popularíssimo restam duas soluções: viro traveca e remoço 15 anos ou faço selecção das amigas pela aparência. Confesso que a solução número um está fora de questão, tenho tantas probabilidades em ser um bom travesti como as matrafonas do Carnaval de Torres; a dois também não é integralmente do meu agrado. Embora não seja hipócrita ao ponto de dizer que não gosto de moças jovens e giras, esta não é a minha principal preocupação. Tenho a estranha mania de valorizar coração, inteligência, sensibilidade, e o mundo tem-me sido generoso tanto nas relações masculinas como femininas.

 

Chego pois a uma conclusão óbvia: o facebook é o território do gabiru – talvez da gabirua – em que uma sentença favorável de uma rapariga bonita vale bem mais que as loas de um notável crítico.

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