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O abraço.

por Fernando Lopes, 21 Out 14

Desço a Rua da Boavista em direcção à rotunda. Do meu lado direito dois jovens caminham um para o outro. São altos e magros, ela loura e elegante, face ainda de bebé, ar jovial e roupa desportiva. Ele tem o cabelo encaracolado, jeans gastos e um sorriso de orelha a orelha. Beijam-se e depois abraçam-se. Ficam envolvidos nos braços um do outro durante minutos. Olham-se, sorriem, voltam a enlear-se, bem apertados.

 

No carro, fico a olhá-los pelo canto do olho, entre o voyeur e enternecido. Não há muito, talvez há uma eternidade, éramos assim, jovens amantes despreocupados, para quem a paixão era a única coisa neste mundo que fazia sentido. Inocente, também agarrei a rapariga amada numa árvore eterna de ternura, segundos que duravam para sempre. O tempo foge, estes enleios apaixonados mostram-me que o sonho do amor único, eterno, intenso, não mais é que uma quimera. São jovens, bonitos, apaixonados. Não há coisa mais bela.

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