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Costa foi às exéquias do BE.

por Fernando Lopes, 15 Out 14

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Não me entusiasma, até porque da sua boca pouco mais ouvi que banalidades. As eleições do PS foram de personas e não de ideias, perdeu o «líder da triste figura». No entanto, ninguém pode acusar o bom do Costa de inabilidade política, daí que o seu primeiro acto público depois da imperial foi ter comparecido no congresso do «Livre».

 

Está a piscar o olho à esquerda da esquerda que não se limita a protestar, que quer «meter as mãos na massa» e intervir politicamente num governo. O BE está morto, assassinado pelo seu ex-líder, pela recusa em ser mais que um partido de protesto. Exactamente três pessoas acreditam no futuro do BE: Catarina Martins, João Semedo e aquele moço careca, matemático, que perdoem-me, parece uma cópia de Seguro. O homem emana carisma que até atrapalha.

 

A política é a arte do possível, para conseguir uma pequena vitória são necessárias inúmeras cedências. É assim também na vida, coisa que a malta bloquista teima em não compreender. Sem ter mestrado em futurologia, vejo o Livre a esmagar o Bloco nas próximas eleições.

 

Porque sabem essa coisa tão simples, nada é de borla, para dar um passo à frente, às vezes é necessário recuar dois. Esse espírito de compromisso, capacidade de cedência e negociação parecem ser a sua grande vantagem. Um certo eleitorado de esquerda está cansado do pensamento que em nome da ideologia, a nada cede. Estou entre eles, prefiro alguém mesmo em posições subalternas a puxar à esquerda, que seja a consciência crítica do PS. Costa entendeu isso, muitos eleitores como eu também, o Bloco só vai atingir que errou quando o piano de cauda chamado eleições lhe cair em cima da cabeça.

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A praga das mosquinhas.

por Fernando Lopes, 15 Out 14

Vivemos um tempo de trópicos, com temperaturas amenas e muita humidade. Notei que aqui em casa existia uma praga de pequenas moscas, uma espécie ridiculamente pequena que mal consegue voar. Matámos umas tantas com um pano de cozinha, mas, como que do nada, surgiam sempre mais. Dei com a dona do estabelecimento e do meu coração, a lavar furiosamente batatas, fruta e tudo o tivesse sido tocado pela bicharada. Ao contar o pitoresco episódio, recebi, para surpresa minha, cabeceios de assentimento. Parece que, pelo menos aqui no Porto, a invasão é generalizada e anda meio mundo literalmente a matar a mosca. Dotado de qualidades asininas, sinto falta da cauda, que tão útil me seria no extermínio da bicharada.

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