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O cabo Almeida.

por Fernando Lopes, 2 Out 14

Nos idos de Março, o cabo Almeida fez furor por ter dado um show de strip-tease com a arma de serviço. Exibiu o militar, além do material de peleja, depilado rabinho e vistosos abdominais, para gáudio da raparigada. Nada me move contra cabos da GNR ou espectáculos eróticos. Com as remunerações que todos auferimos não me surpreende que o jovem se sentisse tentado a reforçar o modesto pecúlio.

 

Leio agora que, além de jeitoso, o cabo é também trabalhador, pois naquele 8 de Março actuou quatro vezes, performance digna de registo. Querem julgá-lo por «comércio ilícito de material de guerra». Parece-me mal. Primeiramente porque não creio que tivesse intenção de comerciar a Glock, em seguida porque as espectadoras estariam interessadas em outros produtos e serviços que não uma pistola. A não ser que nos estivéssemos a referir à «espingarda de carne», horrorosa metáfora, ao que sei de Lídia Jorge, para pénis. Quem se refere a um pénis como «espingarda» concentra-se demasiado no que é exibido e não no que se faz com ele, além de demonstrar uma visão bélica do acto sexual, que, de todo, não partilho.

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