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Estrategas e carregadores de piano.

por Fernando Lopes, 25 Set 14

Nunca me realizei pelo trabalho; agarrei o que surgiu, fiz o melhor que pude. O sonho, como já aqui confessei, era ser locutor de rádio, entrar pela madrugada dentro a passar o melhor do pop-rock. Talvez por isso, raramente falo de trabalho, apenas um meio para garantir a subsistência, minha e dos que me são queridos.

 

Uma conversa de amigos descambou para essa área. Alguns de nós trabalham em grandes empresas, espalhadas por todo o país, mas com pontos fortes em Lisboa e Porto. Chegámos à mesma conclusão: na capital estão os «departamentos de estratégia», «áreas de planeamento», «áreas de análise e optimização», «gabinetes de estudos» e tudo que no mundo empresarial pomposamente se designa por macro.

 

Cá em cima as formigas laboriosas, os executores, as tarefas duras. Um país onde se concentram os ideólogos numa cidade e os carregadores de piano noutra. E isto diz muito sobre a macrocefalia existente, as tão faladas assimetrias, que todos prometem combater e sentados na cadeira do poder, logo acentuam. 

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