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Quando o Ganges não correu para o mar.

por Fernando Lopes, 21 Set 14

Iluminação de um relâmpago sobre Cedofeita

Involuntariamente coloca-se o escriba em cima do acontecimento, ou o acontecimento lhe cai, como mosca em mel, rigorosamente em cima. Caminhada com paragem em esplanada de Cedofeita, junto à esquina com a Rua do Mirante, frente a loja onde outrora se estabeleceu saudoso guarda-soleiro. De vizinhança duas dengosas jovens brasileiras e casal galego consumidor de mais «porros» diários que mandaria o bom senso.

 

À minha frente espanta-me esquadria de porta, uns bons graus desnivelada, tombando ostensivamente para a direita. Num nicho da sapataria Teresinha um casal sem-abrigo monta nocturno abrigo.

 

Deve este vosso servo ter ar próspero ou otário carimbado na fronte. Um cigarro para misturar com o haxixe galego, um café para o sem-abrigo, S. Pedro a escoar o excesso de água, deixando-a cair toda sobre esta cidade. Conceder a chuva e trovoada, a água limpa a alma, pecados, omissões, culpas minhas e alheias, ali fico como que purificado por um Ganges que não corre para o mar, mas contra a ordem das coisas, cai impiedosamente. 

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