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A doença da juventude.

por Fernando Lopes, 12 Set 14

Ao meu lado estaciona um Fiat 500 com autocolantes cor-de-rosa. Como constatou um velho amigo, os carros de pobre dos anos 60 e 70 (Fiat 500 e Mini) são hoje sinal de status. A proprietária do veículo pop caminha à minha frente; é pequenina, loira, muito magra, usa  jeans justos, uma blusa moderna e aqueles sapatos de manco que agora são moda. Penso tratar-se de uma pita da Faculdade de Letras, mesmo aqui ao pé. Quando se volta, vejo a face enrugada de uma mulher muito perto dos sessenta anos. Não quero fazer juízos de valor, mas inevitavelmente me parece que  está em busca de uma juventude perdida. Que motivos terá para se vestir como rapariga de 20, até optar por um carro associado à mocidade? Poderá ser preconceito e penitencio-me, mas não consigo deixar de constatar que ser  jovem tornou-se de tal forma ditatorial que tentamos mimetizar os mais novos, desde a roupa até ao veículo que conduzimos.

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