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A Nova Cruzada.

por Fernando Lopes, 24 Ago 14

Anda pelo mundo um novo espírito de cruzada. Nas velhas cruzadas, ao abrigo da expansão da fé, cometeram-se atrocidades infindas. É a guerra, dirão os cínicos. O objectivo último das cruzadas era a pilhagem, a submissão pela força, uma guerra santa com muitos pontos comuns com a Jihad. Os fundamentalistas islâmicos foram peões numa guerra travada, de facto, entre os EUA e a URSS. Quem tenha memória recordar-se-á que Bill Clinton apelidou os talibãs de «combatentes da liberdade». Viu, num exercício de má propaganda, Rambo lutar do lado dos afegãos bons. Os Estados Unidos, Rússia e Europa estão agora a lidar com o monstro que alimentaram durante décadas. Libertou-se, ganhou vontade própria, ambição a controlar ideológica e politicamente o mundo, ou uma parte dele. Através do petróleo, claro. Esta fronda ocidental não se destina a salvaguardar a existência de minorias, a patrocinar governos democráticos. A ISIS, essa encarnação do mal quer controlar uma parte substancial das reservas energéticas do planeta. Uma das ditaduras mais ferozes, uma sociedade medieval como a Arábia Saudita é apoiada incondicionalmente pelos Estados Unidos. Onde pára a democracia? Ao contrário do que querem fazer crer os bons espíritos ocidentais esta é uma guerra pelo controlo do petróleo, ainda e sempre o bom, velho, petróleo. Estando o ocidente salvaguardado nos seus interesses, o sangue, morte, fome, ditadura, não serão mais que inconveniências históricas. Matem os jihadistas, destruam o pouco que resta, mas não me atirem poeira para os olhos com a defesa de interesses humanitários. 

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Contra os optimistas.

por Fernando Lopes, 24 Ago 14

Chamam destino ao rifão do acaso

e chamam à fraude boa fortuna.

Crêem no Batman e na Virgem Maria.

Duvidam do frio, não da polícia

e nunca dão crédito àquilo que vêem.

 

Reservam a tempo um lugar na geral,

põem o pé entre duas ciladas

e ficam a rir-se nas fotografias.

Sujam a roupa tal como nós, mas

mandam-na sempre a lavandarias

que sabem tratar dos casos difíceis.

 

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