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Os parvos dos telemóveis.

por Fernando Lopes, 19 Ago 14

Fotografia: Kc Alfred/Reuters

 

O tema não é novo, mas particularmente irritante. A boa juventude assiste a concertos através do telemóvel. Num dos últimos, aturei um bacano de rastas e ar de parvo que comentava que «tinha comprado um cartão de 8 gigas para gravar o concerto». Não tenho nada contra quem tira meia-dúzia de fotografias de um espectáculo, eu próprio o faço, mas dois ou três bonecos são mais que suficiente. Esta malta não vê os músicos a não ser através do ecrã, não se concentra na música, apenas está preocupada em registar para a posteridade não se sabe bem o quê. O primeiro concerto a que assisti, há mais de 35 anos, foi de Lene Lovich, no saudoso pavilhão do Infante de Sagres, ali junto à Marechal. Recordo-me de imensos pormenores porque estava lá para curtir a música, o som, as luzes, não armado em Spielberg.

 

Leio no The Guardian que Kate Bush pede aos fãs para não usarem telemóveis ou tablets no seu show de regresso: «Tenho um pedido a fazer a todos os que estarão presentes nos próximos shows. Propositadamente escolhemos um pequeno teatro em vez de uma grande sala ou estádio. Seria muito importante se evitassem tirar fotos ou filmar».

 

Talvez explicar aos espectadores que as mais belas imagens e recordações não ficam gravadas no Youtube, iCloud ou similares, mas na nossa memória. É para isso que temos um cérebro em vez de um dispositivo electrónico.

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