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«A autonomia afectiva é uma ilusão»

por Fernando Lopes, 13 Ago 14

Extrato de uma entrevista de Claude Habib ao Libération a propósito do seu novo livro «Le goût de la vie commune».

 

Mal-grado a conotação negativa, faz do tédio uma condição sine qua non da vida a dois…

 

Desejar a excitação permanente é pueril. Existem boas razões para terminar uma relação, não o tédio. Voltar contra o outro uma monotonia que em si mesmo é do casal, é fazer um processo de intenções: não podemos desejar a estabilidade e incriminar o tédio. Não falo do spleen, mas simplesmente do estado em que não se passa nada, essa plataforma continental da idade adulta. Não tenho a receita para a vida a dois, mas no mínimo, é o acordo sobre a procura de escutar o outro. Ouvir é o objectivo. É também o meio. Pascal Bruckner fala dos benefícios da vida em comum, esquecendo-se que deixa ressentimentos por vezes indeléveis. É necessário fazer o possível para adiar e aguardar pela calma que permite compreender. Amar é guardar a infelicidade para mais tarde. 

(...)

 

(*) A perspectiva da autora não é necessariamente concidente com a minha.

(**) Tradução (traição) minha. Ler o original em liberation.fr.

 

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