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O poder do calduço.

por Fernando Lopes, 9 Jul 14

Sabem os estimados leitores da vetustez do escriba. Tal traduz-se em hábitos fora de moda, que se me continuam a fluir devido a educação no século passado; uso abundante do se faz favor, obrigado, e heresia das heresias, dar sempre primazia às senhoras. Hoje, ao almoçar com a Treza e o Luís, recordei-me do porquê de deixar sempre as mulheres passarem à frente. Não é tal, acto de machismo, mas memória reflexa da educação dada pelo avô.

 

Teria uns sete ou oito anos e visitávamos uma qualquer loja. Entusiasmado com a perspectiva do presente que iria receber, não refreei a ansiedade e passei à frente de umas senhoras que transpunham a porta. Acto contínuo recebo um calduço, sou puxado para trás pelos colarinhos:

- Rapaz, não viste as senhoras? – perguntou o avô.

Mais que o calduço, o embraço caiu sobre mim.

- Tem razão avô, desculpe.

 

E nunca, mas nunca, nunca mais, passei à frente de alguma representante do sexo feminino. Primado às senhoras, sempre. Hoje em dia discutir-se-ia a igualdade dos sexos, o tratamento diferenciado, questões pedagógicas. Em verdade vos digo, nunca se deve subestimar o poder educativo do calduço.

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