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Amor cigano.

por Fernando Lopes, 3 Jun 14

No jornal de hoje prendeu a minha atenção um caso de amor proibido entre ciganos que acabou em tiroteio. Posso ser um tolo romântico, serei certamente criticado, mas enternecem-me estas histórias extremas de amor. Os amores de hoje são sensaborões, pouco empenhados, racham despesas e partilham recursos como se de uma sociedade comercial se tratasse.

 

Quando se separam fazem partilhas, ficam amigos – ou pelo menos toleram-se. Desapareceu aquele frenesim que transformava os Silvas e Gomes em Montéquios e Capuletos, a honra das donzelas se não lavada em sangue era, no mínimo, limpa num arraial de pancadaria da velha.

 

Hoje, poucas jovens adolescentes fogem com o amor da sua vida, os pais são tolerantes e permissivos, o virgo das raparigas passou a insignificância, tomado de assalto por um qualquer. Eu, que evitei pais ciosos, que namorei meses e meses até unir corpos, assisti a «esperas» de pais vingadores, confesso nostalgia do tempo em que o sexo era uma miragem, se casava por «penalty» e em que o amor era vivido com sabor de sonho e risco.

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