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O estado como exemplo.

 

Somando a situação da administração central à das administrações regionais e locais, "assistiu-se a um acentuado crescimento de 89,9% nas prestações de serviços" em 2013. Mais 12.925 casos. Dá um total de 27.296 pessoas em situação temporária no final do ano passado dos quais mais de 86% prestam serviços no ministério da Segurança Social.

 

Nada disto surpreende porque na maioria das vezes não é uma opção económica, mas ideológica. O que se passa no Ministério da «Segurança Social» é replicado em centenas de PMEs. A coberto da preocupação com o desemprego jovem, o programa Relvas matou dois coelhos de uma cajadada. A ideia é simples: para quê empregar-te a ti, que ganhas 1.500 euros se a custos reduzidos posso contratar dois estagiários? São promovidas todas as formas de precariedade desde os «tarefeiros» aos «estagiários». Uma forma simples de pressionar os efectivos a aceitar a baixa de salários, brandindo os jovens como ameaça. Não existe racional económico para o estado que paga grande parte do salário ao jovem estagiário e subsídio de desemprego àqueles que foram despedidos. Trata-se de um momento de revanche dos empresários com o beneplácito do governo com o único objectivo de baixar os custos salariais das empresas, nem que para isso seja o «estado» a pagar. O ataque ao trabalho e direitos dos trabalhadores é a marca ideológica que fica deste governo. 

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