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Amigas(os).

por Fernando Lopes, 2 Mai 14

Não sei se tenho as melhores amigas do mundo, mas são minhas. Toleram a linguagem de taberneiro que uso com abundância, as manias, refilam, aconselham, dão-me colo. Não sei porquê – talvez educação machista – tenho maior dificuldade em assumir fragilidades frente a homens. Ontem, uma dessas amigas antevendo o negro que pairava sobre mim, telefonou, desafiando-me para uma ida à baixa e consequente participação nas celebrações do 1º de Maio. Estamos juntos poucas vezes, e no entanto sei que é alguém com quem posso contar quase incondicionalmente. Levei a filha, encontramos amigos comuns e alinhamos na manif., secção da polícia, num limbo entre os agentes no activo e reformados. Porque a revolução não se faz de barriga vazia, acabámos na Conga entre cervejas, folhados de alheira e bifanas. A avó dizia «quem tem amigos não morre na cadeia». Não sei se tal se aplica, mas é reconfortante saber que se preocupam connosco, que há mão que se estende quando estamos a afundar, puxando-nos do torvelinho com o mais nobre dos sentimentos, o afecto. Senti-o em pessoa e aqui pelo blogue, por isso o meu abraço agradecido a todos(as). 

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