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Como um Buda.

por Fernando Lopes, 20 Abr 14

Vou muito menos que desejaria ao lugar que adoptei ou que me adoptou, já não sei bem. É o lugar do Casal, freguesia do Vale, Arcos de Valdevez. Fizemos a viagem em pouco menos de uma hora, cem quilómetros, paragem para almoço no snack-bar café Cunha. Duas costeletas de vitela depois, a subida. A casa fica numa encosta, o anterior proprietário criou uma varanda de 20 ou 30 m₂ de onde só se avista monte e uma estrada se exibe e oculta entre curvas, num jogo quase erótico de adivinhação.

 

Sento-me e sinto-me enorme e pequeno, contemplativo, admirando as rolas em voos e arrulhar de sedução. Embora não seja comum, e há muito os cavalos tenham sido substituídos pelas moto 4 e afins, hoje, o barulho dos cascos a bater no asfalto. Quatro homens passeiam-se a cavalo e o som sincopado dos cascos soa melhor que a mais excelente world music.

 

Ali, como em todo o espaço ocupado pelo homem, há traições, conflitos, rivalidade, desprezo, ódio. Não é dia para reflectir sobre a rudeza do campo, as caçadeiras que todos têm em casa, a faísca que pode ser ignição de conflitos. Como um buda, sento-me, observo, inspiro. A visão, o silêncio das montanhas bastam para limpar a alma deste citadino.

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Uma imagem por dia.

por Fernando Lopes, 20 Abr 14

De «mãos atadas», como o resto dos portugueses.

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