Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mulheres sem volante.

por Fernando Lopes, 3 Abr 14

Ocasionalmente deparámo-nos com fenómenos que conhecíamos apenas intuindo e o peso que podem ter no nosso quotidiano. Quase todas as mulheres entre os 40 e 50 anos estão legalmente habilitadas a conduzir. No entanto uma imensa minoria tirou a carta na juventude e recusa-se a pegar num automóvel e levá-lo de um lado para o outro. Vieram-me logo à memória uma boa meia dúzia de casos assim enquanto um amigo me recordava um episódio pícaro. Acometido de uma gastroenterite teve de se conduzir ao hospital com a comparsa ao lado enquanto parava ocasionalmente para vomitar e contraía os esfíncteres para não se borrar pelo caminho. Tudo porque num daqueles bloqueios de difícil explicação, a mulher escusa-se a ficar atrás de um volante. Amputadas de mobilidade, seguem de um modo próprio o mote da “Farsa de Inês Pereira”, «antes quero asno que me conduza que cavalo que me derrube». Guiar, goste-se ou não, pode ser sumamente útil numa urgência ou doença súbita, além de nos permitir não depender de ninguém para ir onde se quiser, quando se quiser. Como deduzo que a maioria dos leitores aqui da tasca são senhoras, alguém me explica a razão para esta mania, muito mais comum do que se julga? 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds