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Pequenos monstros competitivos.

por Fernando Lopes, 27 Mar 14

Ser criança hoje é muito mais difícil que há 40 anos. A minha filha, no 3º ano já sofre da «angústia dos testes». A escola do meu tempo era baseada na memória, não no raciocínio. Debitávamos conhecimentos – aprendi p. ex. todas os apeadeiros da linha da Beira, eu que nunca pus os pés em Moçambique. Hoje os miúdos são colocados perante problemas e testa-se a sua autonomia e raciocínio, não a memorização.

 

Não sou de todo um especialista em educação, mas tenho a ideia que a escola prepara-os mais para pensar que para decorar e isso é bom. Terão menos conhecimentos enciclopédicos que se recordam e desmemoriam enquanto o diabo esfrega um olho.

 

O espírito competitivo é muito maior, as exigências dos pais também. A Matilde chorou de frustração quando tirou um “suficiente” a matemática, no meu tempo o importante era que passássemos de ano. Sou incapaz de avaliar se o ensino é melhor ou pior, sinto no entanto que estamos a roubar a infância às nossas crianças. Exigimos mais, a escola exige mais, as crianças brincam e socializam pouco, têm imensos trabalhos de casa, perde-se o lado lúdico e descontraído da infância. Será que estamos a criar seres humanos ou pequenos animais de competição? 

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O cão que cheirou o cretino.

por Fernando Lopes, 27 Mar 14

Ontem no JN, uma pequena notícia de última página que poderia constar dos absurdos de Nuno Markl. Numa escola do interior as forças da ordem, numa acção de prevenção ao consumo de droga, levaram equipas cinotécnicas para uma demonstração das capacidades dos canídeos. Durante a palestra os animais ficaram excitados com um determinado aluno. A polícia resolveu aclarar o motivo do entusiasmo e descobriu mais de 5 gramas de haxixe num jovem de 18 anos. Fica-me a dúvida se o miúdo era parvo, ignorante ou reunia ambas as qualidades. Provavelmente a expressão «equipa cinotécnica» era-lhe desconhecida. Estupidez ou ignorância, este marmelo não tem perdão. Castigo sugerido: dois abanões, um bom par de calduços e como Bart Simpson escrever 100 vezes no quadro «Não vou levar droga para a escola, especialmente se lá forem as autoridades.»

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