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Kidults.

por Fernando Lopes, 25 Mar 14

Uma interessante reportagem do The Guardian avança com dados sobre jovens entre os 19 e os 29 anos que vivem em casa dos pais. Se hoje entre mestrados e doutoramentos se prolonga a permanência na domus paterna, isso não explica tudo. O rácio de mestrandos e doutorandos em Portugal não é justificação capaz para que 55% dos jovens estejam nesta situação. Os simplistas neo-liberais avançam com o sacrifício financeiro, o investimento de tempo que é necessário à parentalidade. Os nossos filhos são criados com mais conforto que nós, que nos transformamos em pequenos lordes face às adversidades com que os nossos pais lidaram. Querer dar qualidade de vida melhor que a nossa não é pecado, é legítima aspiração.

 

O estudo demonstra que a autonomia está directamente ligada ao emprego e à capacidade de com os seus rendimentos ser capaz de uma vida independente. Cerca de 60% dos jovens com trabalho vivem sozinhos ou com companheiro(a) e crianças. O problema demográfico não tem nas dificuldades em encontrar trabalho a única explicação, no entanto uma percentagem significativa do aumento da dependência paterna - algum tipo de privação* - acontece nos países em crise (mais 20% em Espanha, 18% em Chipre, 17% em Portugal e 15% na Grécia). 

 

Se é certo que a relação trabalho-natalidade não é linear, não parecem existir dúvidas que com uma menor taxa de desemprego jovem, esta tenderia a aumentar. Os jovens em idade fértil estão a emigrar em massa, irão ter os seus filhos nos países de acolhimento, não quererão viver nesta colónia de gerontes em que Portugal se está a transformar.

 

Ser pai é uma decisão irrevogável, ter filhos nunca foi tão difícil, como escreve um dos arautos do saloio-liberalismo à portuguesa, Henrique Raposo. O jovem cronista teve nas suas próprias palavras, uma vida fácil, criado em «redor do abastecimento do eu». Nem todos foram educados assim, muitos estão dispostos ao abdicar, palavra-chave da paternidade, assim os deixassem.

 

Como tudo agora se mostra em gráficos, aconselho a leitura atenta do estudo linkado acima, mais este pedaço de prosa. Faça a sua análise, tire as conclusões.

 

(*) adicionado

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Para desanuviar.

por Fernando Lopes, 25 Mar 14

Uma turista francesa olha com estranheza para a vendedora com um saco de nozes à frente:

 

- Comment s’apelle?  

- Não menina, isto tem casca.

- Comment?

- Parte-se com um quebra-nozes, um martelo.

- Je ne comprends pas.

- Atão se num’quer comprar para que é que me está a chatear?

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