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Leituras.

por Fernando Lopes, 22 Mar 14

 

Diário de um monstro e crónica de intrigas de uma sumptuosa corte italiana na Renascença, “O Anão” (1944) é um retrato exemplar da perversidade humana e uma exímia dissecação do mal. Piccolino é um anão na corte de um poderoso príncipe, que, a mando do seu amo ou por vezes, a seu bel-prazer, espia, despreza e tortura os que o cercam. Mas, abandonado pela mãe à nascença e rejeitado pelo mundo devido à sua fealdade, o seu ressentimento e ódio ao ser humano são o reflexo desesperado da sua solidão. É por este emissário acometido de delírios de grandeza que assistimos a conspirações, a traições, à peste que assola a corte e a assassínios. É por ele, também, que vemos o que o protagonista se recusa a ver: a sua deformação moral, e não a física, está na origem do mal que o rodeia, e a sua maldade faz dele uma criatura mesquinha e miserável.

 

 

Um pequeno livro sugerido pelo Carlos, que é um tratado sobre a deformação não física mas moral, sobre o maquiavelismo da mente humana, o totalitarismo, guerra, servidão, tortuosidade, uma antítese da teoria de Rosseau do «bom selvagem».

 

Intemporal porque profundamente revelador de uma certa natureza humana, hoje com maior agudeza que nunca.

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