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Nunca fui utilizador de serviços de prostituição, mas como todos fiz o tirocínio por casas de má fama numa ou outra despedida de solteiro. Sou um bota-de-elástico e nunca tive sexo pelo sexo, amei profundamente as poucas mulher com que fundi o corpo. Nas breves conversas que mantive com as entertainers nunca vi nenhuma admitir simplesmente que estava ali porque precisava de ganhar dinheiro e as qualificações que tinha estavam à vista, ou ainda mais prosaicamente, porque gostavam de sexo. Cada uma fez-se acompanhar de uma história trágica – suponho que à medida do freguês – em que era usado argumento de má novela; o parente aleijadinho, a fome, a violência familiar, o abandono à míngua por namorado traiçoeiro. Todas elas podem ser mentira ou ter um fundo de verdade. Ao «cliente» agrada o papel de redentor, o acreditar que a rapariga está ali pelo seu charme e capacidade de ouvir e não pelos copos que vai beber e pagar, gastando uma enormidade e aumentando a probabilidade de, à medida que o nível de alcoolemia sobe, contratar serviços adicionais. Dai o título deste post.

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