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Frango assado.

por Fernando Lopes, 9 Jan 14

O dono do café onde tomo o pequeno-almoço é simpático, mas um bocadinho lerdo. Parece que é proprietário de estabelecimentos do género há mais de vinte anos, no entanto toda a sua actuação é de principiante. Lento, baralhado, só processa um pedido de cada vez. Gosto dele assim, em câmara lenta, certo de que nunca padecerá dessa peste dos tempos modernos que é o stress. O café está paredes-meias com uma tabacaria onde, de manhã e ao fim do dia, compro cigarros. [Certo é que poderia comprar logo os dois maços, mas sou demasiado forreta para admitir que gasto 7,60€ em tabaco diariamente.]

Hoje, ao fim da tarde, estava sozinho. Assomei à porta e disse:

- Sr. António, arranje-me um frango assado que vou só buscar cigarros.

Um minuto depois, quando regressei, o bom homem estava paralisado.

- Mas eu não lhe posso arranjar frango a esta hora.

- Ó homem estava a brincar, era só um rissol s.f.f.

Restam estes momentos de adolescente tardio para quebrar – a minha e dos outros – monotonia.

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