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Adeus, 2013!

por Fernando Lopes, 31 Dez 13

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Vamos fugir deste País.

por Fernando Lopes, 29 Dez 13

Todos falam da emigração jovem, da “fuga de cérebros”, da formação que os nossos impostos pagaram e que está a ser aproveitada por outros países. Possuo nas minhas relações familiares e afectivas pais que dizem a jovens de quinze anos “estuda muito e aprende línguas para ires trabalhar lá para fora”. Como pai de um adolescente, diria o mesmo.

 

Esta realidade está no entanto a tomar contornos mais amplos. Amigos dos trinta aos cinquenta, muitos deles vítimas de desemprego, salários em atraso, relações laborais precárias, procuram sair do país. Ontem, numa reunião com um velho companheiro que abalou para o Brasil há duas décadas, o tema era fugir de Portugal.

 

Já não são apenas os jovens recém-formados, mas profissionais qualificados, experientes, com formação superior e provas dadas que pretendem emigrar. Se surgir oportunidade, tê-los-emos espalhados por essa Europa fora, fugindo à miséria estrutural que se instala neste País.

 

Dir-me-ão que o contexto de crise é europeu, não apenas português. Uma meia-verdade, aplicada sobretudo aos países do sul que se aprestam a transformar num gigantesco asilo.

 

Alguém dizia que somos descendentes de Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e uma nobre estirpe de navegadores, ao que o cínico respondeu: “Está errado. Somos descendentes não dos que partiram, mas dos que ficaram.”

 

Vão ficar por cá apenas os que não conseguirem fugir.

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Que andas a ler, Fernando?

por Fernando Lopes, 28 Dez 13

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A irmandade do álcool etílico.

por Fernando Lopes, 27 Dez 13

Há anos, ao fazer compras de final de tarde, deparava com uma estranha irmandade. Trabalhadores da construção civil, ucranianos e africanos unidos, após o trabalho, juntavam moedas para comprar pacotes de vinho barato e álcool a 70º. Uma mistura explosiva, destinada a apagar tudo, dor, memória, saudade. Desapareceram. Terão morrido, regressado à sua terra, serão dos que dormem no vão das lojas? O sector que enriqueceu muitos com a sua desgraça, que lhes alimentava o vício, pereceu. Provavelmente, mesmo vivos, morreram com ele.

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Pílulas de alho Rogoff.

por Fernando Lopes, 25 Dez 13

 

Utilizo a tagCoisas de Antanho” quando me recordo de algo que me transporta à infância, ou se caracteriza por ser geracionalmente comum. Hoje, não sei porquê, lembrei-me das pílulas de alho Rogoff, o anti-oxidante da minha infância. Num mundo em que todos procuram retardar o envelhecimento por todos os meios e tal facto se tornou quase numa obsessão colectiva, penso ter descoberto o segredo do Sr. Rogoff.

 

Em primeiro lugar nunca quis vencer o tempo, contenta-se em ser um velhinho saudável, de barba branca, com rugas que atestam a vida. Tem ar que quem não sabe o que é um facelift, e a sua elegância deve-se ao trabalho duro no campo, que enrijece os músculos e o torna uma espécie de oliveira humana, respeitável e firme.

 

O Sr. Rogoff, devido à sua fixação por alho, tinha uma vida social muito limitada. Poucos amigos suportavam o seu hálito, mulher e filhos nunca os teve. Ora todos sabemos que o stress causado pelas relações sociais e familiares, envelhece. Livres destes dois factores, este celibatário manteve-se na excelente forma que a imagem retrata por muitos e bons anos.

 

Na farmácia que existe entre a Livraria do Estado e o Largo do Moinho de Vento, havia um Rogoff de madeira que dava repetitivas piruetas sobre uma barra fixa de madeira, rodeado das pílulas com o seu nome. Esta publicidade artesanal ficou na memória do então infante, até hoje. Um sinal da beleza das coisas simples, perdido nesta sofisticação de pechisbeque em que vivemos.

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Pai Natal num Ford azul.

por Fernando Lopes, 24 Dez 13

Por muito que achemos que já vimos tudo, há sempre algo ou alguém que nos surpreende. Em vinte e cinco anos de trabalho já lidei com todo o tipo de gente, tive toda a espécie de chefias. Numa organização altamente hierarquizada, raramente vejo o responsável máximo da minha área, não trocamos mais que palavras de circunstância, não estou certo que saiba da minha existência para além de um número.

 

Depois, nas pequenas equipas, há mais relacionamento interpessoal. Devo confessar que não me relaciono com os colegas para além do trabalho, fruto de um má experiência com um colega-amigo. O meu actual chefe é bonacheirão, sempre calmo na maior das tormentas e com qualidades raras nos dias de hoje; além de trabalhar lado a lado com as formigas operárias, conserva uma visão sobre positiva sobre o mundo, é intrinsecamente uma boa pessoa.

 

Telefonou-me há pouco e veio a casa trazer-me um presente. Como é fisicamente do tipo do Pai Natal, dir-se-ia um Pai Natal num Ford Azul. Comoveu-me, nunca em tantos anos alguém tinha tido essa delicadeza. Às más língua que poderão insinuar que isto é um post de graxa, desenganem-se, o rapaz nem sabe que tenho um blogue. Independentemente de tudo, não poderia deixar de ficar sensibilizado por uma atitude pouco comum nos tempos que correm.

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Canção de Natal.

por Fernando Lopes, 24 Dez 13


Feliz Natal. Volto já.

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Sábado.

por Fernando Lopes, 22 Dez 13

Peguei na filha e fomos visitar os Oporto Lobers. Procurar um número de porta, tocar à campainha, entrar em casa alheia não é o mesmo que visitar uma venda normal de Natal, exige vontade e algum descaramento, mas queria conhecer a rapaziada que tinha tido a coragem de editar as “Crónicas do Autocarro”, que abria assim as portas de sua casa como se isso foi o mais natural do mundo.

 

Encontrei um jovem casal que teve uma ideia: uma vez que por questões profissionais tinham partido para Lisboa, resolveram transformar a sua casa numa Gest House. Junte-se parcerias com artistas e temos uma pequena linha de merchandising simpática e despretensiosa, bem à imagem dos donos.

 

Conversámos, e saí dali com uma impressão muito favorável das pessoas e da casa. Para um grupo que queira passar uns dias na cidade é uma bela opção, económica e central.

 

 

 

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Dez coisas para fazer em 2014.

por Fernando Lopes, 21 Dez 13


  1. Tentar ser um dos sobreviventes a um despedimento colectivo que se afigura inevitável. Fazê-lo com toda a dignidade.

  2. Emagrecer dez quilos.

  3. Estar mais tempo com a família e os amigos. Dizer-lhes que os amo, que sem eles nada faria sentido.

  4. Emagrecer dez quilos.

  5. Perdoar aos mentirosos, manipuladores, intriguistas e más pessoas em geral. O carácter é um bem escasso, nem todos nascemos com ele.

  6. Emagrecer dez quilos.

  7. Fazer um curso de escrita criativa, ler mais, aprofundar o conhecimento da língua materna.

  8. Emagrecer dez quilos.

  9. Procurar dar algo a quem tem menos. Em tempos difíceis, mais que caridade, importa ser simpatético e solidário.

  10. Emagrecer dez quilos.

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O meu cartão de Boas Festas.

por Fernando Lopes, 20 Dez 13

Roubado à descarada da Fábrica de Escrita.

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  • Fernando Lopes

    E dizemos isto como se tentar ser boa pessoa fosse...

  • pimentaeouro

    Assino por baixo.

  • Fernando Lopes

    É a nossa obrigação, Inês. Impensável ter um anima...

  • Inês

    E o contente que eu fico por saber que há mais um ...

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