Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A toque de caixa.

por Fernando Lopes, 28 Nov 13

 

Amanhã este blogue vai andar a toque de caixa. Já me tornei vimaranense por afecto. Vou jantar com os amigos e vibrar com a “Festa do Pinheiro”. Imaginem milhares de estudantes e ex-estudantes a descer uma avenida tocando “caixa”, conhecida por mim como tambor. Um barulho ensurdecedor, muita alegria e confraternização. Lá estarei, companheiros.


Acontece a 29 de Novembro. O enterro do Pinheiro e as Ceias Nicolinas iniciam as celebrações em honra de São Nicolau. É o número mais concorrido das Festas Nicolinas. Altura em que os estudantes das secundárias de Guimarães e os antigos alunos das mesmas (pertencentes à irmandade de S. Nicolau inclusive) reúnem-se e jantam pelos restaurantes do centro de Guimarães. Tradicionalmente comem rojões com grelos e papas de sarrabulho e bebem vinho verde. No final do jantar concentram-se todos no Cano, ao lado do Campo de São Mamede, e começam o cortejo do Pinheiro pelas ruas do centro de Guimarães, ao som dos bombos e das caixas, entoando os característicos "Toques Nicolinos". Actualmente outras pessoas alem dos alunos juntam-se à festa, sendo muito recentemente pessoas de localidades próximas e inclusive pessoas que a ela se dirigem do resto do país. 


Fonte:Wikipedia

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Uma pizza a saber a Big Mac? Existe.

por Fernando Lopes, 27 Nov 13

Como almoço todos os dias fora, procuro frequentar restaurantes diferentes. Desde cozinha tradicional portuguesa, churrasqueira, comida de wok, vegetariana, provo de tudo, que a minha principal qualidade é “ter boa boca” como disse esse ícone, de seu nome Paulo Futre. Confesso envergonhado que gosto dos hambúrgueres do Burger King. Hoje foi a vez de irmos à Pizza Hut. Os colegas decidiram partilhar uma nova pizza com cheesebugeres. O resultado foi surpreendente. Aquela coisa sabe a Big Mac, sem tirar nem pôr. O que prova que o sabor destas comidas é dado pelos aditivos AA, EE ou outras letras quaisquer. A McDonald’s vai contra atacar com hambúrgueres a saber a pizza. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Abraço de família.

por Fernando Lopes, 26 Nov 13

Nos momentos em que o mundo se vira contra nós e os nossos, é importante que a família seja compreensiva, cooperante, atenta. O que somos, o valor que temos, é definido pelos laços de sangue e pelos amigos. Assim, iniciei um novo modo de começar o dia cá em casa: o abraço de família. Antes de sairmos para a luta, abraçamo-nos os três, uma equipa unida e pronta para o mundo; dá uma boa energia e, como por passe de magia, o que está lá fora torna-se mais fácil de suportar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O delicado equilíbrio.

por Fernando Lopes, 25 Nov 13

Um comentário num post abaixo sobre Marie Le Pen é elucidativo de um mal do mundo ocidental e do “povo de esquerda” em particular. O respeito pela tradições dos muçulmanos não menoriza as tradições ocidentais. Num país árabe respeito os seus costumes, aqui, exijo que respeitem os nossos. Toda a visão da tolerância ilimitada com outras culturas enferma de uma espécie de “síndrome do bom selvagem”, em que todo o estrangeiro é bom, todo o europeu que não aceita incondicionalmente o multiculturalismo é mau. É assim: acho absolutamente intolerável que os muçulmanos franceses insistam no uso da burka, que limitem os direitos das mulheres, que se aproveitem das benesses da segurança social para viver à custa de subsídios. Que fique bem claro, há muitas zonas cinzentas. Aceitar o outro, obriga-nos a mostrar o melhor de nós mesmo, a tolerância, mas também o respeito pelos nossos valores.  Os de Marie Le Pen, a intransigência e xenofobia, não são os meus; mas também não aceito a indulgência ilimitada, baseada em sentimentos de culpa que não tenho. É profundamente errado enveredar por maniqueísmos simplistas, venham eles de onde vierem. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E que tal pôr um catalisador nas vacas?

por Fernando Lopes, 22 Nov 13

Nos nossos automóveis pagamos impostos por tudo, inclusive pela emissão de CO2. Tudo parece lógico, o princípio propalado do poluidor/pagador. Sei no entanto que não passa de uma verdade parcial, pois a indústria ou produção animal emitem muito mais poluentes sem que sejam penalizados na mesma medida que o automobilista. As vacas originam através de arrotos e bufas, até 500 litros de metano/dia, metano esse que contribui vinte e três (23) vezes mais para o aquecimento global que o dióxido de carbono. A poluição causada pela criação de gado tem uma quota de 18% do total, enquanto os transportes não ultrapassam os 13%. No mundo ocidental consumimos demasiada proteína de origem animal, os países em desenvolvimento seguem os nossos hábitos alimentares a todo o vapor. Mesmo se inventarem todos os carros eléctricos do mundo, enquanto não colocarem um catalisador nas vacas ou deixarmos de consumir tanta carne tudo permanecerá na mesma. Podemos até mudar para a alimentação vegetariana, mas seremos nós os emissores de metano. Eu que o diga, comi uma vez almôndegas de lentilhas e durante dois dias devo ter produzido tanto gás como uma vaca argentina. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Objectos.

por Fernando Lopes, 21 Nov 13

Amanhã vou testemunhar a trasladação dos restos mortais da avó para um ossário. É um momento difícil, a avó foi quem me criou, apoiou e mimou durante trinta anos. Já passaram oito sobre a sua morte e não há um único dia que não me recorde dela, viva e bem viva na minha memória. Esta situação difícil trouxe-me à lembrança pormenores desconcertantes que me deixam possesso. O homem cria objectos que lhe sobrevivem, e isso mexe comigo. Irritou-me ver que um pequeno pente de plástico do pai ainda anda lá por casa, risonho e incólume, vinte anos após a sua morte. Vociferei quando o coveiro que desenterrou a ossada do avô apareceu com um punhado de canetas de tinta permanente com que tinha sido enterrado. Na atrapalhação vestimos-lhe um casaco em que tinha as suas adoradas canetas de tinta permanente. As putas das canetas sobreviveram ao avô. Há algo que mais demonstrativo da nossa insignificância que isto?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marie Le Pen, o futebol, o preto e o árabe.

por Fernando Lopes, 20 Nov 13

A xenofobia tem destas coisas. Depois de ter comparado muçulmanos a rezar na rua com a ocupação nazi de França, teve de engolir o sapo de os golos que apuraram a selecção francesa terem sido marcados por jogadores de origem senegalesa e argelina.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Os miúdos e o casamento gay.

por Fernando Lopes, 18 Nov 13


Quem me conhece sabe não tive educação religiosa, sou o único homem de 50 anos que conheço que não é baptizado. Fiz um casamento civil e finca-pé em não tornar a minha filha uma ovelha do rebanho católico. Ainda hoje é difícil quebrar convenções como o baptismo. Deixarei a criança escolher, e apoiá-la-ei nas suas escolhas, mesmo que decida ir para freira. Uma amiga minha, psicóloga de profissão, colocou este vídeo no facebook. A homofobia parece-me ser mais cultural que espontânea.

 

Como gosto de colocar difíceis perguntei  à Tilucha:

- O que achas sobre as pessoas que são gay?

- Não me importa. As pessoas gostam de quem gostam.

- Se tivesse uma amiga gay, deixavas de ser amiga dela?

- Não, assim até ganhava uma amiga nova.

 

Confrontei-a com a homossexualidade feminina, porque para os heterossexuais é sempre mais difícil aceitá-la no nosso género. É igual a todos os miúdos do vídeo. Felizmente, no longo prazo, a homofobia será coisa do passado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A pecinha do iPhone.

por Fernando Lopes, 17 Nov 13


Há mais de dois anos e meio comprei um iPhone 4. Gosto muito da maquineta e já não sei viver sem ela. É lá que recebo e respondo a muitos dos comentários aqui do blogue, uso o bloco de notas, arquivo musical, procuro a localização e telefone dos restaurantes, e um mundo de utilidades que não são para aqui chamadas.

 

Devido ao uso, o botão Home começou a falhar. Nada mais irritante que carregar dez vezes para sair de uma aplicação ou email. Pensei até em comprar um dos novos modelos, mas a SIDA – Síndroma de Insuficiência de Dinheiro na Algibeira – não mo permite. Fui a duas lojas e obtive orçamentos fantásticos para o arranjo; trinta euros e uma semana de espera; sessenta e concertado na hora.

 

Pesquisei e descobri que se importam lotes de 50 destas peças por 92.50 USD, o que dá 1.85 USD por peça. Um euro de material, cinquenta e nove de mão-de-obra. E se fossem roubar a vossa avó?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Pág. 1/3

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds