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Lavandaria Portugal, S.A.

por Fernando Lopes, 23 Out 13

Adoro os editorais inflamados do “Jornal de Angola”. À sua maneira, recordam-me a propaganda russa de finais de 70. Na casa dos pais, circulava ocasionalmente uma revista, “Vida Soviética”, em que o regime que implodiu, gerou e gera enormes desigualdades, fomentou máfias e oligarquias, era descrito como o paraíso na terra. É isso a propaganda, vender uma ideia de tal forma que esta se torne verdade insofismável. Os angolanos têm dinheiro, falta-lhes respeitabilidade. Qualquer ser sensato se questionaria de que forma a família Dos Santos e seus serventuários obtiveram fortunas tão colossais. Sejamos claros: é dinheiro roubado ao povo angolano. Os angolanos têm dinheiro, mas não honorabilidade, e isso é a que a coisa última a que aspiram todos os mafiosos; serem legítimos. Enquanto qualquer outro país europeu questionaria a origem deste caudal incessante de fundos, Portugal acolhe-os de braços abertos, sem uma única questão. Donde veio o dinheiro para fundar bancos, comprar outros, tornar-se um potentado nas telecomunicações nacionais? Os governos portugueses não sabem, nem questionam. Precisamos do investimento angolano, os angolanos necessitam dos portugueses para o transformarem em “dinheiro bom”. Por muitas birras públicas que faça José Eduardo dos Santos, tudo não passa de demagogia para consumo interno. Temos o produto último que ambicionam, a legalidade empresarial. Sem isso não passam de vulgares ladrões em farpelas de luxo, diferenciando-se apenas pelos bizarros padrões de gravata .

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