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É complicado.

por Fernando Lopes, 21 Out 13

Como a maioria de nós, vi o primeiro “Big Brother”, e desinteressei-me pelas sequelas. Existia uma certa candura da primeira vez, pois os protagonistas, fechados numa caixa, desconheciam que se haviam tornado “celebridades” a nível nacional, a ponto as suas peripécias adiarem uma comunicação do Presidente da República. Hoje, pela segunda vez em vários anos, assisti a um momento fascinante, a precisar de tradução simultânea. É assim: na casa existe um rapaz que já foi rapariga. Hoje tem barba, pendentes e tudo e tudo. Namorava com uma rapariga enquanto ainda era anatomicamente do sexo feminino. Separaram-se. A moça (a que nunca mudou de sexo), certamente atraída pela popularidade do programa, foi lá pedir o rapaz que era rapariga em casamento. Ele hesitou, e depois respondeu positivamente. A rapariga que sempre foi rapariga e que pediu a ex-fêmea  em casamento, lembrou à apresentadora que não gostava que lhe lembrasse que o seu companheiro já tinha sido mulher. Vi toda esta ópera bufa, siderado. Deve ser para casos como este que inventaram o status afectivo no facebook “É complicado”. 

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