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Está mais triste a festa, pá.

por Fernando Lopes, 28 Jul 13

Uma tradição instituída há anos atrás, é ir à festa de Arca D’Água com amigos, jantar pão com chouriço, lambuzar-se de farturas, andar de carrocel, apreçar as peúgas dos ciganos e todas aquelas tretas que se fazem nas festas populares. Adoro festas, tenho uma sopeira aprisionada dentro de mim, consequentemente os concertos de candidatas a Liliane Marise, o comboio fantasma foleiro e os aviõezinhos originários dos anos 60 exercem em mim uma atracção infantil. Gosto e pronto!


Mas este ano a festa está mais triste, pá. As pessoas deambulavam com semblante indiferente, não havia o homem das rifas com aqueles pregões extraordinários, espaços vazios entre as bancas de roupa e sapatilhas fatelas, e, pasme-se, até as farturas estavam em saldo. O ano passado, 6 farturas custavam 5 euros, este anos 8 compravam-se por 6 euros e ainda duas porras de oferta. Pensei na carga simbólica das farturas em saldo e disse para com os meus botões: Que merda, pá. A crise chegou a tal ponto que até as festas populares estão em saldo e o povo circula como zombies. Defenestrem-se os filhos da puta que nos governam. Já não são só maus para a economia, conseguiram roubar-nos o contentamento infantil sempre presente nas festas e romarias.

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    Eh pá, nos contras diria que não é um cão. Nos pró...

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    Croissant, meu caro, mas como o povo não sabia fra...

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