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Aprendia-se no 10º ano. Silogismo: raciocínio lógico-dedutivo a duas premissas e conclusão. Andava há anos para digitalizar esta fotografia, que é certamente das mais parvas que tirei, secundada por uma estória ridícula. Por volta dos idos de 2007, ainda vivia acima das minhas possibilidades, fui passar férias à República Dominica. Aproveitava os preços de Maio porque não tinha começado a época da chuvas e a minha herdeira tinha 2 anos, não pagando absolutamente nada.


Quinze dias é muito tempo para se passar num sítio como a RD, pelo que fazíamos todos os passeios possíveis, tendo em conta o constrangimento que é levar uma criança tão pequena. Passei belos cagaços, como aquele em que uma espécie de camião jipe não conseguia subir uma estrada de terra íngreme e resvalava perigosamente para o atolanço. Estou quilhado, pensei. Enquanto isso a pequena criatura batia palmas de felicidade perante as derrapagens do veículo. Vi um Porsche Cayenne, num país onde não há uma única autoestrada. Soube depois que toda a plantação de cana de açúcar está nas mãos de duas ou três famílias. O desportivo inútil era de um desse potentados que vivam em Miami. Surpreendi-me com guardas armados de metralhadora a guardar quitandas que não valiam a ponta de um corno. Perguntei porque estava o retrato do político todo furado. “Aqui perto há uma discoteca, o povo sai borracho e diverte-se a atirar contra o cartaz”. Forma sublime de aliar tiro, álcool, dança e política. 

 

Fomos visitar um zoológico. Na entrada, por 5 USD um jovem tirava uma fotografia com uma cobra ao pescoço. Obviamente, não resisti. O rapaz usava-a como um cachecol, esqueceu-se no entanto de dizer que o animal pesava uns 30 quilos. Quando tira o bicho do pescoço e o coloca no meu, as pernas arrearam. Tive de fazer uma espécie de halterofilismo réptil para recuperar a compostura e exibir o sorriso acima. Querem coisa mais parva?  

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  • Fernando Lopes

    E dizemos isto como se tentar ser boa pessoa fosse...

  • pimentaeouro

    Assino por baixo.

  • Fernando Lopes

    É a nossa obrigação, Inês. Impensável ter um anima...

  • Inês

    E o contente que eu fico por saber que há mais um ...

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