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Queria uma menina!

por Fernando Lopes, 18 Abr 13

Sempre desejei ser pai de uma menina. Tenho um único irmão, fui educado numa escola de rapazes, frequentei o Rodrigues de Freitas, último liceu do país a tornar-se misto. Na minha doce ilusão as meninas sempre foram seres delicados, frágeis, queridas e sossegadinhas. Puro engano. As raparigas de hoje ombreiam com os rapazes. Ao observá-la discretamente reparei que a minha santinha está entre as mais travessas da turma. Não é mal educada, mas distrai-se, cochicha, saltita como um cabrito. O meu anjinho está entre os mais irrequietos(as), que, coincidentemente, são raparigas. Se a(s) desafiam, fazem peito, refilam, tratam os machos como iguais até para oferecer pancada, coisa impensável para alguém da minha geração.

 

Levava uns sapatos novos que chegaram a casa rebentados depois de uma jogatina de futebol. Ao contrário da imagem paternalista que tinha do sexo feminino, as crianças de hoje sentem-se iguais, indiferentemente do sexo com que nasceram. Uma vez que a maioria dos universitários e doutorandos já são mulheres, a distinção entre os sexos é uma realidade que se esbate cada vez mais. Para a futura geração de homens e mulheres igualdade não será um conceito abstracto mas uma realidade com que conviveram desde o berço.

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