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Pela boca morre o peixe.

por Fernando Lopes, 17 Abr 13

Quando era miúdo era comum “tirar as amígdalas”. Um procedimento meio bárbaro, feito no consultório, com, suponho, anestesia local. A única coisa de que me lembro é que a dieta era de gelado, o que parecia de algum modo, compensar o sofrimento. Muitos anos depois, através de uma febre, vim a descobrir que uma das amígdalas, por ter sido mal arrancada, voltara a crescer. Ocasionalmente, e quase sempre na Primavera, era atacado de febre e infecção das vias respiratórias. Tinha comentado o facto com uma colega que sofre de rinite. Meu dito, meu feito. Dois dias em casa, o primeiro com febre e hoje, já melhor, mas ainda debilitado. Bem feita, para “não ter garganta”. Amanhã o regresso à normalidade.

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A banda do Titanic.

por Fernando Lopes, 17 Abr 13

Não há melhor imagem para descrever a atitude dos portugueses face ao descalabro económico e social que vivemos. Somos com a banda do Titanic, continuamos a pretender que nada acontece enquanto este barco, lentamente, se afunda. E a banda continua a tocar.

 

Todos temos amigos, colegas, familiares desempregados. Conhecemos alguém que passa dificuldades, outro que se declarou insolvente, quem trabalhando afincadamente não consegue cumprir integralmente os seus compromissos. E a banda continua a tocar.

 

Recentemente veio às páginas dos jornais o caso da D. Amélia, varredora da Câmara, que colocou um anúncio em que se oferecia para trabalhar, fora do horário, por comida. Comida. E a banda continua a tocar.

 

Entregámos o governo a um bando de mentirosos que prometeu não aumentar impostos, não cortar subsídios, não aumentar o desemprego. Tudo se reduzia à fórmula mágica de “cortar nas gorduras do Estado”. O Estado já deve estar no osso, os portugueses estão-no certamente. Mexer nos privilegiados, nas rendas excessivas, na cambada de “empresários” que sempre rosnou ao Estado enquanto aceitava o bife dado com a outra mão? Nem pensar. E a banda continua a tocar.

 

Aceito que tal seja um modo de defesa, uma certa alienação para evitar pensar que o pior nos poderá bater à porta. Enquanto, como povo, não nos impusermos, corrermos com estes mentirosos com um missão – a destruição de Portugal e a transformação do sul da Europa em algo entre China e Disneylândia – não haverá futuro para nós ou para os nossos filhos. Deixemos a atitude autista da banda do Titanic e usemos os instrumentos como arma de arremesso.

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