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Doente “do mental”.

por Fernando Lopes, 23 Mar 13

Em rapaz, passava fins-de-semana ocasionais na aldeia de onde a avó tinha saído aos dezoito anos. Para um rapaz de Cedofeita, um universo paralelo a quarenta quilómetros de distância. Lembro-me bem do Sr. Joaquim e da sua história. A mulher era possuída por raivas destrutivas e prostrações infindáveis. Tratava dela com desmesurado carinho.

 

- Então Sr. Joaquim, como vai a sua mulher?

- Tem dias, menino. Mas era uma boa mulher. Muito minha amiga, gostava dos filhos, trabalhadeira. Foi uma tristeza ter ficado doente “do mental”.

 

O amor é uma forma de prisão pérfida, que, às vezes, nos faz estar ligado mesmo a quem já perdeu o discernimento. Pode o outro estar do lado da sombra, doente “do mental”, e, por estranha razão, não conseguirmos parar de amar, não é Sr. Joaquim?

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