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A ordinária respeitável. (Lóbi gai – III)

por Fernando Lopes, 9 Mar 13

Diga-se em abono da verdade que Maria, hoje um ícone de respeitabilidade, nem sempre fora a beata púdica e homofóbica que a aldeia conhecia. Na juventude, a sua líbido muito activa tinha-a conduzido para debaixo de muitos homens. Para sermos sinceros, não deveria haver macho na aldeia com menos de 50 anos que não a conhecesse intimamente. E também mulheres, que Maria sempre se sentira atraída pelo redondo das formas femininas.

 

Milheirais esmagados pela luxúria dos corpos, palheiros transformados em alcovas, carvalhos centenários, testemunharam a animalidade e fúria de desejo de Maria.

 

Com a chegada de António do seminário para trabalhar na junta, encontrara o caminho para uma vida estável e ganho da respeitabilidade perdida. Conduzir cabrito virgem nas coisas do amor, seduzi-lo até ao altar, tinha sido fácil. Mas António era amante sensaborão, não passava da posição missionária, pequeno na dotação e breve no seu uso, o que a levou, aqui e ali, a deixar-se tombar perante sujeitos mais providos e conhecedores.

 

 

Parte 1 aqui e 2 aqui

 

(aviso: a saga Lóbi gai segue a pedido de várias famílias. Deve ser evitada por almas mais sensíveis ou não apreciadoras do chavascal.)

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  • Fernando Lopes

    E dizemos isto como se tentar ser boa pessoa fosse...

  • pimentaeouro

    Assino por baixo.

  • Fernando Lopes

    É a nossa obrigação, Inês. Impensável ter um anima...

  • Inês

    E o contente que eu fico por saber que há mais um ...

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