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Repetir os erros dos nossos pais.

por Fernando Lopes, 15 Fev 13

 

Quando optamos pela paternidade fazemos a nós mesmo a jura solene de não cometer os erros de que fomos vítimas. Superação é o lema, ser melhor dos que os nossos progenitores. De facto, há um enorme esforço nesse sentido da minha geração e das que me antecedem. Inevitavelmente existe também essa coisa chamada natureza humana, que com aleivosia nos atraiçoa.

 

No meu tempo de menino um dos presentes mais desejados eram a pista eléctrica de carrinhos e/ou comboios. Depois de muito penar, todos sofremos experiências traumatizantes, em que o objecto do nosso desejo era tomado pelo pai, para “montar e testar” o nosso brinquedo. Assim, as primeiras horas a experimentar carros de corrida ou vagões de comboio, eram sempre ocupadas pelo pai devido à sua vasta experiência no tema, mesmo que fosse a primeira vez que montava tal brinquedo.

 

Hoje, cometi o mesmo erro que de geração em geração teima em nos perseguir. O Público lançou uma colecção das primeiras estórias de Lucky Luke. Corri ao quiosque a reservar os exemplares, sobre o pretexto que fariam as delícias da minha filha. Pura mentira. Em primeiro lugar é demasiado nova e com vocabulário ainda incipiente para apreciar aquele tipo de banda desenhada. Seguidamente, dei comigo de olho arregalado e voz grave, a dizer “tem cuidado com os livros, filha!”. Cometi o pecado que verberei. Aqueles álbuns de BD são para recordação da minha infância e não da dela. As minhas desculpas, filha. Prometo tentar emendar-me, e não fazer meus os erros dos teus avôs.

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