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Te quiero en mi camino.

por Fernando Lopes, 3 Fev 13

Quando a alma se me amofina, resolvo dar longas caminhadas. O inconsciente levou-me a Álvares Cabral, rua em que morei trinta anos e que não percorria a pé há mais de dez, desde que a avó, então com 91 anos, achou que era chegado o tempo de se auto-candidatar a um lar.

 

Embora a suba de carro diariamente, não tive mais coragem para percorrer calmamente o local que subi e desci milhares de vezes. Não sei o que me levou lá, se a nostalgia ou o acaso, certo é que me pareceu enorme e longa. Mutatis mutandis, tudo muda, tudo permanece. Muitas das magníficas casas de três pisos, com enormes jardins nas traseiras foram convertidas em guest houses, residências de jovens, escritórios de advogados, infantários. Na mudança permanece o "Salão do Reino das Testemunhas de Jeová", sempre à cata de almas perdidas para converter, a Tecla, os restaurantes modestos ao cimo, junto à Praça da República. Apesar de bem no centro, resiste intransigentemente à movida portuense, um local de habitação, agora também ocupado por serviços.  

 

Quase 50 anos depois, continua a velha artéria continua a ter algo para me segredar. "Te quiero en mi camino", disse ela. Escutei-te atentamente.

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