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A história é simples e autoexplicativa. O meu avô paterno, embora nascido em Entre-os-Rios, fez toda a escola e vida profissional no Porto. Desde os seis anos que acompanhava o pai entre a aldeia de Rio de Moinhos e o Porto. Estudava durante o dia e ajudava o meu bisavô, mestre carpinteiro, no tempo livre.

 

Como regressavam de fim-de-semana à aldeia, apaixonou-se por uma gaiata que viria a ser minha avó. Ele com 20 anos e a avó com 19, casaram e instalaram-se definitivamente na invicta. Ligavam-nos ténues laços à aldeia, e visitávamos os parentes ocasionalmente.

 

Sendo o menino da cidade, era tratado como um pequeno lorde, coberto de mimos por gente de quem já nem o nome recordo. Uma das vezes, para celebrar tão ilustres visitantes, resolveram fazer um arroz de cabidela, especialidade da tia Isaura, irmã da avó. A tia levou-me a um terreno onde as galinhas eram livres, cacarejavam, punham ovos e esgravatavam buracos, rebolando-se depois neles, para "matar o piolho", como então se dizia.

 

Aponta um dos galináceos e diz: vamos comer aquela! Escusado será dizer que, com pena do bicho, fui incapaz de lhe ferrar o dente, perante a estranheza dos restantes convivas. Desde então nunca mais fui capaz de comer nenhum animal que tivesse visto vivo. Já me puseram perante um aquário para escolher lagosta. Obviamente, declinei. Nunca, mas nunca mais, fui capaz de deixar a gula intrometer-se entre mim e um animal vivo.

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