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1º de Dezembro.

por Fernando Lopes, 30 Nov 12

O dia primeiro de Dezembro, que existe este ano pela última vez como feriado, reúne todas as condições para ser extraordinário. Como num mau melodrama comemoram-se a restauração da independência (?!), o dia internacional de luta contra a SIDA, e para as almas imbuídas de caridade cristã, o dia de Santa Jonet.

 

Consciências mais pesadas podem descarregar alimentos baratos como massas, salsichas e conservas num supermercado perto de si, preferencialmente um Pingo Doce. Assim acaba por ficar tudo entre amigos, e o Santos, homem mais rico de Portugal, ainda factura umas massas com a pobreza. Nada de lagosta, caviar, trufas, wagyu e outras delicatessen. Os nossos pobres, queremo-los com níveis mínimos de proteína, caso contrário poderão contestar um sistema que necessita deles para exercer pressão sobre os que ainda têm trabalho.

 

Sobre a independência não é necessário falar, limito-me a repetir o discurso vigente: “ai os credores, quem paga manda, estamos em estado de necessidade”. Credores e independência são, per si, incompatíveis. Perguntem ao comissário Passos.

 

Apesar dos avanços na prevenção e combate à SIDA nada nos garante que os enfermos, esses focos de despesa, não venham a ser considerados demasiados dispendiosos. Tal como acontece com os doentes oncológicos devemos reduzir a despesa ao mínimo, em particular com quem contraiu uma doença ainda associada à fornicação e consumos de estupefacientes.

 

Como é belo o 1º de Dezembro de 2012, neste País que anda mal e se chama Portugal!

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