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O psicodrama Passos (fim).

por Fernando Lopes, 18 Set 12

Este é um blogue pessoal que ocasionalmente também reflecte sobre política. As últimas postas têm sido unitemáticas por uma razão simples: não consigo encontrar um fio condutor racional nestas políticas. Na passada quinta assisti à entrevista do senhor dos Passos. Se entrei baralhado, saí pior. Ouvi um liberal, defensor da iniciativa privada, armar-se em regulador ao recomendar ao merceeiro Belmiro que baixe os preços. Já antes Gaspar, como que possuído pelo velho espírito soviético, tinha afirmado que ira controlar a tesouraria das empresas, obrigando-as a depositar a poupança com a TSU numa conta controlada pelo estado. Como é que isto se faz? Como é que o governo controla a lei da oferta e da procura? Com que legitimidade é que intervém na tesouraria das empresas? Fui procurar respostas nos jornais económicos e só encontrei dúvidas. Não estou só. Descobri também este magnífico artigo, que partilho:


Portugueses estão a viver abaixo das suas possibilidades

Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro explicou ao País a razão pela qual Portugal, depois de tantos sacrifícios, falhou a meta do défice: os portugueses puseram-se a poupar e gastaram menos  do que podiam. Resultado o consumo veio por aí abaixo e as receitas fiscais ressentiram-se.

“A poupança cresceu ao longo deste ano a uma dimensão que não esperávamos”, disse Passos Coelho. “O que se passou”, continuou, “é que muita gente, por receio ou por precaução, tinha dinheiro para gastar e não gastou. As pessoas podiam ter comprado automóveis! Tem um efeito positivo”, admitiu, porque “saiu menos dinheiro do País, mas as receitas fiscais baixaram”.

Ou seja, a culpa é das famílias portuguesas. Depois de terem passado uma década a viver à grande e à francesa, levando o Pais à pré-falência, agora as mesmas famílias tiveram o descaramento de consumir menos do que deviam. É caso para dizer que depois de viverem acima das suas possibilidades, os portugueses estão agora a viver abaixo das suas possibilidades. Grandes nabos! Como castigo, o Estado fica-vos com 7% do salário. E agora lembrem-se de não consumir em 2013!

 

Original aqui

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