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30 de Setembro, Dia Internacional da Blasfémia

por Fernando Lopes, 30 Set 12

 

imagem roubada do Bitaites

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A vida Costa!

por Fernando Lopes, 29 Set 12

António Costa, putativo futuro líder do PS, tem vindo a ensaiar o discurso para a liderança do PS na "Quadratura do Círculo". Evitando o ênfase na dívida pública, balbucia um discurso alternativo ao "vivemos acima das nossa possibilidades", realçando o peso da dívida privada. Não és culpado, mas, compraste uma casita, não foi seu bandido? O Costa é um oportunista. Primeiro porque os empréstimos à habitação são concedidos com base em garantias reais. Uma casa pode desvalorizar, mas não desaparece, ao contrário da massa na Câmara, que se esvai em ciclovias, rotundas e outros investimentos duvidosos. Seguidamente, Costa, pensa quanto te rende o facto de os lisboetas terem um "modesto primeiro andar". Encheu os cofres camarários com impostos dos construtores, munícipes, continua a cobrar o IMI, e, no entanto, desagrada-lhe o endividamento privado, quase todo para a aquisição de habitação própria permanente. Concedido para benefício da banca, numa altura em que não existia mercado de arrendamento, é receita garantida para as autarquias. É a esta cáfila que estamos entregues. Ó Costa a vida costa!

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Dead man walking

por Fernando Lopes, 28 Set 12

 

É o calão usados pelos guardas prisionais quando escoltam os condenados à morte, das celas até à sala de execução. Ontem, ao ver Passos no ISCSP, não consegui afastar a imagem do condenado que caminha para a "solução final". A intervenção musculada sobre um jovem, agudizou essa certeza. Eram quase tantos os seguranças como os estudantes. Os eleitores são tolerantes, mas não suportam a mentira sistemática. Existe um ponto, ninguém sabe exactamente onde, em que essa confiança se quebra e nunca mais é reposta. Alguns exemplos do discurso de um morto que caminha:

 

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

 

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

 

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

 

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

 

Passos perdeu o país. Dead man walking.

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Eutanásia colaborativa.

por Fernando Lopes, 27 Set 12

A bloga sofre de indignações várias. A de hoje foi esta. Se se dessem ao trabalho de falar com profissionais ou doentes da área oncológica, saberiam que, com os velhos, fracos entre os fracos, a "eutanásia colaborativa", já vem sendo praticada em Portugal há vários anos. É preciso eliminar as gorduras do estado.

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No caminho, com Maiakóvski

por Fernando Lopes, 27 Set 12

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

 

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

 

  

 

 

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Batô

por Fernando Lopes, 26 Set 12

 

 

Assim mesmo, num aportuguesamento desavergonhado do francês. A quem tem menos de 35 anos e não é do Porto, o nome pouco dirá. É uma discoteca de pop-rock alternativo, provavelmente uma das últimas do género no país. Para os lisboetas, uma espécie de alma gémea do 2001 no Estoril, em versão kitsch. O local pretende recriar uma velha nau, com almas dançantes a acotovelarem-se no convés. Nos anos em que a rádio exercia o papel de divulgadora da música popular, era lá que se podiam ouvir as novidades chegadas de Londres ou Nova Iorque. O local ganhou uma aura mítica e ainda hoje é abalroado por várias gerações amantes da música popular de origem anglo-saxónica. Na última quinta feira de cada mês é proporcionada aos velhos clientes uma espécie de romagem da saudade, com música e preços dos anos 80 e 90. Se não se importa de encontrar um ex-punk, agora burguês e careca, se o seu coração não sangrar ao ver a brasa do liceu transformada numa matrona, vá. Vai encontrar caras da sua juventude, em muitos casos acompanhado(a)s pelos filhos. Fica aqui um cheirinho da música que passa(va) no tempo em que os animais falavam. Não ficará para a história, mas é divertida. Não vou lá estar, mas, por favor, bebam um copo por mim.  

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Senso comum para spin doctors

por Fernando Lopes, 25 Set 12

O consumo cai. A receita fical diminui. Aumentam-se os impostos. O consumo retrai ainda mais. São necessários mais impostos, and so on... Esta coisa elementar não entra na cabeça da catrefada de assessores que povoam o governo. A partir de determinado momento, o aumento de impostos, em vez de contribuir para a resolução da dificuldade, passa a constituir um problema adicional. Os economistas conhecem bem o ponto em que o aumento de impostos deixa de ser solução. Chamam a este fenómeno, curva de Laffer. Solução: renegociar com os credores prazos e juros sob a constatação de que com uma posição insensível aos problemas do mutuário perderão pau e bola. Chama-se reestruturação e é usada por boa parte dos bancos para evitar insolvências. Não é um bicho de sete cabeças, é apenas senso comum. Assegura que o credor vai receber o seu dinheiro, embora não nos prazos e taxas de juros que idealizou. Estas pérolas de sabedoria popular servem aos que andam a roçar o rabo pelas cadeiras da assessoria. Precisamos de mais tempo. Por enquanto, ainda não precisamos de mais dinheiro. Mas só por enquanto. It's common sense, dudes!

 

 

P.S. - Esta luminária descobriu agora o que eu e muito outros andamos a dizer há mais de um ano; é necessário muito mais tempo e juros infinitamente mais baixos para sermos capazes de cumprir o serviço da dívida sem que ela nos sufoque. Não culpa as políticas de "ir além da troika", mas a própria. É sempre enternecedor ter um "idiota útil" para aliviar consciências.

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Exijo respeito.

por Fernando Lopes, 24 Set 12

Que o discurso político andava pelas ruas da amargura já todos sabíamos. Ontem atingiu o grau zero. Depois da fábula da cigarra e da formiga por esse grande vulto da cultura lusa, de seu nome Macedo, Marcelo deu-nos durante quinze minutos com a metáfora do "médico e o doente". Já basta. Exijo ser tratado como cidadão, não como alguém com dificuldades cognitivas. Não sou nem parvo nem criança.

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A cigarra, a formiga e o asno.

por Fernando Lopes, 24 Set 12

Uma vez que o ministro Macedo gosta de fábulas, Rui Rocha responde brilhantemente com "O asno vestido com pele de leão". A ler.

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    Esta não é totalmente surda, ouve muito mal mas re...

  • alexandra g.

    Uma bela albina, poderia ser gémea da gata da minh...

  • Fernando Lopes

    Tu és de pouco alimento, a despesa suporta-se bem....

  • Anónimo

    Com a poupança que tens tido nos almoços comigo e ...

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