Quinta-feira, 30.08.12

o purgatório pelos leitores

Irresistível esta missiva ao Hospital Particular de Faro pelo Algarvio, em comentário a este post.

 

Caros senhores, em visita ao vosso serviço de urgências, preenchi o vosso inquérito de satisfação mas como o mesmo foi preenchido durante as 3 horas e 30 minutos de espera até ser atendido por um urologista, o qual se encontrava primeiro em consultas e depois a realizar uma cirurgia, não pude preencher o vosso questionário com total conhecimento de causa pois que o preenchi antes de completa a minha relação com os serviços. Lembro que pontuei quase todos os itens com "muito bom" e não pude tecer outras considerações o que agora faço.


A primeira sugestão seria aconselhar alguns princípios básicos de marketing num serviço 5 estrelas. Primeiro aconselharia alguma formalidade na realização das consultas, e não dar a sensação que se está no vão de escada de um prédio de construção cuidada, mas ainda assim "vão de escada" onde entra e sai este e aquele. Também sugeria que o médico lê-se o relatório das ecografias, para dar a sensação que o médico que realiza a consulta está pelo menos interessado na informação de outros profissionais de saúde. Também aconselho outros truques de marketing como, não começar após breve tempo do início da consulta, por pintar cenários negros que só se resolverão por operação cirúrgica urgente. É que pareceu óbvio que a única coisa importante era convencer-me a despender a soma de cinco mil euros que seria o custo da referida operação cirúrgica.


Acrescento que considerei caro o que considerei SERVIÇO DE TRIAGEM. Explico: o primeiro médico com quem falei, por 3 minutos, apenas me direccionou para o urologista e esse acto foi-me cobrado pela soma de 45€. Teria pago sem protesto os 80 e tal euros que custou a visita ao vosso estabelecimento de saúde pois tratava-se de consulta com um especialista, agora pagar 45€ a alguém só pelo facto de me enviar para outro alguém achei excessivo. Outro aspecto que caiu mal foi a cobrança de 2 € pela luva usada para o toque rectal (enquanto várias pessoas entravam e saíam), além dos 1,36 € pelo gel usado !!! É que parece coisa de merceeiro manhoso/ ganancioso que usa toda e qualquer estratégia para sacar dinheiro ao próximo, por ridículas que sejam as somas, sem a mínima preocupação com a percepção que o cliente possa ter de estar perante um adicto ao dinheiro.


Enfim, achei demasiado informal, a consulta, (na presença de outro alguém que parecia um amigo do urologista e que usava termos demasiado coloquiais como " FODINHAS" para se referir a relações sexuais, é que posso ter um aspecto alternativo mas quando estou a pagar gosto de alguma deferência. A consulta pareceu-me mais com uma prática COMERCIAL denominada de " VENDA AGRESSIVA" e menos uma consulta médica. Pareceu-me mais um "desenrascanço" que uma consulta médica a que estou habituado na medicina privada, mas pronto, agradeço a receita médica para a infecção detectada.


De resto gostei muito do ambiente de serenidade e da simpatia das assistentes na recepção e o contacto com enfermeiras e pessoal auxiliar. Mas pelos factos considero não voltar, nem a minha família, a usar o vosso serviço excepto em caso de extrema necessidade. Isto dito desejo a continuação de bons negócios.
Obrigado pela atenção dispensada.

Fernando Lopes às 10:36 | link do post | comentar

comboio fantasma

Da varanda do hotel onde estou hospedado tenho um posto de observação privilegiado sobre a ponte ferroviária do rio Gilão. Todos os dias, por volta das 19:15, passa um comboio no sentido Tavira-Vila Real de Santo António e passados minutos outro no sentido inverso. Envelhecido, lento, com apenas quatro ou cinco vagões de passageiros. O sol a pôr-se sobre o monte próximo torna-o translúcido. Nunca se vêem as silhuetas de passageiros, passa invariavelmente vazio.

 

Como sabem sou um defensor acérrimo dos serviços públicos, mas também da sua racionalização. Enquanto se insinua o regresso aos tratamentos de cobalto para os doentes com cancro por falta de verba, carruagens circulam vazias, sem préstimo ou serventia.

 

Num estado à míngua, sobre ocupação dos homens de negro, é isso que faz sentido: deslocar os recursos para onde são mais necessários, optimizar o dinheiros dos nossos impostos em vez de ter comboios fantasma a circular vazios só porque sim, para conforto psicológico de uma população que exige a permanência de serviços que raramente utiliza.

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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar
Terça-feira, 28.08.12

Novas Oportunidades

Para quem se insurgia contra facilitismo das "Novas Oportunidades", o episódio trágico cómico da licenciatura de Relvas e as declarações de Jorge Moreira da Silva, a pedir "boa vontade" à troika, são um momento de justiça poética. O facilitismo só é mau quando se aplica aos outros.

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Fernando Lopes às 15:09 | link do post | comentar

Refugiados

Um refugiado é vítima de perseguição por questões de raça, nacionalidade, convicções políticas e/ou religiosas. Quando Portugal se disponibiliza para acolher pessoas de todo o mundo deveria ter a maior atenção com quem já foi vítima de incontáveis perseguições e sofrimento. Em vez disso, e num centro de acolhimento sobrelotado, quando se recusam a saír de um local onde já habitam em condições degradantes, são tratados a gás pimenta.

 

Temos fama de tratar bem os nossos hóspedes, pelo menos os endinheirados. Faça-se o mesmo com os que nos disponibilizamos a receber. Envergonha-me um estado que trata com mesuras a cleptocracia angolana e empurra para condições sub-humanas os fracos e oprimidos que acolheu.

 

Fernando Lopes às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 27.08.12

resistente

 

Em Vila Real de Santo António, entre atoalhados e roupa interior, uma vaca portuguesa, resiste, orgulhosamente, à invasão espanhola.

Fernando Lopes às 15:27 | link do post | comentar
Domingo, 26.08.12

Um tipo sabe que está velho

quando duas senhoras de 50 metem conversa na fila de lavagem de carros de uma bomba de gasolina. Parece que o "modelo" as impressionou, não sei se pela beleza discreta, se pela elevada "cavalagem". É sempre simpático, e como diz o povo "galinha velha ainda faz boa canja", mas aqui entre nós que ninguém nos ouve, tenho saudades dos tempos dos piropos das miúdas de 30.

Fernando Lopes às 00:57 | link do post | comentar
Sexta-feira, 24.08.12

Humilhação é …

ver o primeiro-ministro de um país da UE, ar constrangido, pedir mais tempo à chanceler Merkel. Estamos a assitir ao anschluss do século XXI.

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Fernando Lopes às 20:44 | link do post | comentar
Quinta-feira, 23.08.12

Gostei da Via do Infante. A Via Verde apita tanto que me senti como uma operadora de supermercado.

Tínhamos planeado passar uns dias nos Arcos. Uma oferta last minute trouxe-nos de novo ao Algarve, desta vez a Tavira. Em Julho tinha trocado o meu velho identificador. Uma das particularidades do novo modelo, é o apitar cada vez que passamos uma portagem. Devo dizer que gostei sobremaneira de circular na A22, vulgarmente conhecida como Via do Infante. Com o novo aparelho e no percurso de Albufeira a Tavira a coisa apitou três ou quatro vezes. Algo muito similar a um jogo de vídeo ou às caixas de supermercado. Os algarvios que necessitem de percorrer esta auto-estrada, no fim do percurso certamente irão à mala do carro convictos que foram às compras. Não foram, mas gastaram dinheiro à mesma. É que após cada apito lá saem um euritos do bolso.

Fernando Lopes às 20:29 | link do post | comentar
Quarta-feira, 22.08.12

Eu cá proponho ao contrário. Continentais referendam independência da Madeira.

Não tenho nada contra os madeirenses excepção feita à falta de senso eleitoral, característica que também se estende ao continente. Parece evidente que os nossos compatriotas das ilhas estão a passar um mau bocado, em particular numa ilha onde o emprego depende do turismo ou do estado. Sem cheta, menos turismo, menos obras, menos estado, mais desemprego e dificuldades. Até aqui tudo isto é aceitável e faz parte do jogo político. Mas o velho Alberto João, demagogo encartado, elege um inimigo externo, o continente. Eu proponho o contrário. Faça-se o referendo no continente e pergunte-se se desejamos a independência da Madeira. Em caso afirmativo fica a dívida saldada e ainda podem ficar com o Bokassa de brinde.

Fernando Lopes às 01:06 | link do post | comentar

Morrer em Las Vegas



Adoro este filme. Porque o amor é redentor, a prova suprema é a aceitação do outro. É respeito, partilha, mesmo de caminhos ínvios e obscuros. 
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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 20.08.12

Festival de jantaradas

Não há dia em que uma qualquer celebração gastronómica não seja notícia. A festa do marisco em Olhão, o festival da conquilha em Vila Real de Santo António, o do bacalhau em Ílhavo, a festa do espumante e leitão na Curia. Tanta comezaina organizada deixa-me na dúvida: ou não há fome em Portugal e somos todos uns alarves, ou o povo a quem ainda resta dinheiro na algibeira está a fazer como os ursos, enfardando agora, para sobreviver da camada adiposa no longo inverno de fome que se aproxima. 

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Fernando Lopes às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 19.08.12

Um paneleirote no Kremlin

 

Correndo o risco de todo o mundo politicamente correcto me renegar, confesso que as marchas do orgulho gay sempre me pareceram uma paneleirice. Os homossexuais meus amigos nunca precisaram de se exibir a sua sexualidade de maneira festiva. São gays e ponto final. Faz tanto sentido uma marcha do orgulho gay, como as dos hetero ou bissexuais. Cada um vive como lhe apetece e ninguém tem nada a ver com isso. O contexo histórico em que a homossexualidade era perseguida e estigmatizada desapareceu, hoje os Harvey Milk dos anos sessenta deixaram de fazer sentido. Permanecem no entanto alguma democracias musculadas como a russa que insistem em fazer desta condição alvo de discriminação. Assim, o país que insiste em fotografar o seu presidente em poses do mais gay que existe, como a que ilustra este post, acaba de proibir as marchas de orgulho gay por 100 anos. Uma "democracia" musculada, com enorme dificuldades em aceitar o que é diferente, até a simples manifestação artística de "pachachas amotinadas". Para não dizer pior, o ocupante do Kremlin não passa de um "paneleirote".

Fernando Lopes às 01:14 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sábado, 18.08.12

Um país, dois sistemas

Tenho em relação às touradas um sentimento  ambíguo, de admiração e repulsa. No entanto, não existe no norte de Portugal tradição tauromáquica. Se existe vacaria típica por aqui, serão quando muito, a raça barrosã, as minhas queridas vacas alpinistas do Gerês. É por isso incompreensível que, se as boas gentes de Viana decidiram através dos seus eleitos, declarar a cidade "antitouradas", sejam agora confrontados com uma decisão judicial que lhes nega essa possibilidade. Se foi permitida a excepção à proibição de touros de morte em Barrancos, porque não podem os vianenses, também eles, ter o seu regime municipal em sentido contrário? Ou o argumento do peso da tradição funciona em sentido unívoco?

Fernando Lopes às 01:00 | link do post | comentar
Quinta-feira, 16.08.12

Disputado por duas mulheres aos 50

Final de dia terrível. Acabei de levar duplo puxão de orelhas. A minha mulher pretendia que eu fosse mais atento, colaborante com as tarefas domésticas, exercendo maior apoio parental. Basicamente uma Mary Poppins de calças, sexy, bem humorado, pai incansável, com dotes culinários. É uma tarefa hercúlea, para a qual, confesso, não estou à altura. Ainda hoje me interrogo porque é que as mulheres querem um homem ideal ou transformar o seu, em vez de conviverem alegremente com as nossas virtudes e defeitos.

 

A filha chamou-me à parte, um ataque de ciumeira. Só presto atenção à mãe, está magoada comigo porque brinco pouco com ela, acha que gosto mais da mãe. Expliquei-lhe que são amores diferentes, que ainda hoje a tinha levado a ver o filme que queria, que nenhum amor é maior do que o parental, apenas diferente.

 

Sinceramente estou demasiado velho para ser disputado por duas jovens senhoras. Por mais que faça nunca consigo corresponder às expectativas que depositam em mim. A minha homenagem sincera aqueles que são pais de duas e três meninas. A vida assim deve fazer qualquer homem sentir-se um ser microscópico.

Fernando Lopes às 00:46 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 15.08.12

Verão, procura-se.

Desapareceu no dia 21 de Junho, algures na zona norte do País. Há relatos da sua passagem temporária pelo reino dos Algarves, acompanhado do primo vento. Dão-se alvíssaras a quem o encontrar. 

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Fernando Lopes às 12:48 | link do post | comentar
Terça-feira, 14.08.12

Um CEO a meter as mãos na massa, literalmente...

Num dos meus intermináveis zappings insones, detenho-me na SIC Radical. O CEO da Domino's Pizza Austrália (Don Meij), visita lojas e franchisados como trabalhador anónimo, virgem nessa coisa de pizzas. Uma câmara escondida regista os momentos em que os "colegas" ensinam a fazer massa, cobertura, entrega e todos as fases porque passa o produto antes de chegar ao cliente.

 

Não sou ingénuo e sei bem que esta atitude de Meij é uma enorme manobra de marketing externo e interno. Vende uma imagem interna de preocupação com os empregados, de homem interessado nas dificuldades desses anónimos fazedores de pizza e nos clientes que servem, humanizando o topo da pirâmide corporativa que há muito deixou de ser pertença de seres humanos, passando a torre de marfim de totós saídos das escolas de gestão, cheios de MBAs e vazios de conhecimento prático.

 

Há no entanto, neste processo, algo de positivo. O chefe máximo de uma enorme empresa passa dias e dias no terreno, vislumbra talentos, esforços, dificuldades, ideias. Houve um tempo em que também em Portugal era assim. Goste-se ou não deles, os nossos Amorim, Belmiro, Saraiva, vieram de baixo e foram obrigados a conhecer os processos produtivos, as suas dificuldades. Com a maioria destes "capitães da indústria" na reforma, a sua substituição está a ser feita pelos filhos, nascidos a arrotar notas de 500€, estudos em universidades estrangeiras e profundos conhecimentos teóricos, pequenos seres alienados que não tiveram de fazer um percurso da base até ao topo. Estão nas empresas e no governo, esses tecnocratas. São O poder. Provavelmente uma descida à Terra, ainda que temporária e em ambiente controlado, traria enormes surpresas aos "teóricos da gestão".

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Fernando Lopes às 17:48 | link do post | comentar
Segunda-feira, 13.08.12

Escribo en una lengua extraña

Escribo en una lengua extraña. Sus verbos,
la estructura de sus oraciones de relativo,
las palabras con que designa las cosas antiguas
-los ríos, las plantas, los pájaros-
no tienen hermanas en ningún otro lugar de la Tierra.
Casa se dice etxe; abeja erle; muerte heriotz.
El sol de los largos inviernos, eguzki o eki:
el sol de las suaves y lluviosas primaveras,
también eguzki o eki, como es natural;
Es una lengua extraña, pero no tanto.

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Fernando Lopes às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 12.08.12

Portugal, um país de desdentados

 

Sempre achei estranho não existir um plano de saúde oral amplamente divulgado ou dentistas ao serviço do SNS. Correndo o risco de estar a cometer uma imprecisão, a comparticipação nos tratamentos dentários será pouco mais que residual e a esmagadora maioria dos dentistas exercem medicina privada. Se pagamos impostos, se qualquer tipo de doença pode ser tratada através dos hospitais públicos, esta ilha privada e o lavar de mãos dos responsáveis pela saúde e higiene oral em Portugal deixam-me com a pulga atrás da orelha.

 

Recentemente perdi um molar, e já com duas falhas no teclado decidi por uma questão estética, mas sobretudo de saúde, considerar o implante do dente em falta. Preço da coisa entre 800 e 1.000 euros. Todos nós com mais de 40 sabemos da enorme evolução da medicina dentária, dos milagres que os dentistas operam, eu que sou do tempo em que ir a um consultório dentário era um momento de puro terror e as probabilidades de sair de lá com um dente a menos elevadíssimas. Porque fiquei espantado com a exorbitância do preço, decidi investigar o custo real de um implante. Dito em surdina, dificilmente ultrapassará os 200 euros. Grosso modo cada implante significa mais de 600 euros na carteira do dentista, um lucro de 300%. É o mercado a funcionar, em todo o seu esplendor. Tratar dos dentes, um luxo acessível a poucos. Mas o lobby deve ser tão poderoso que não me lembro de ter ouvido algum ministro da Saúde abordar esta questão de uma forma séria, excepção feita a uma publicidade ao cheque dentário, que desapareceu como um cometa.

 

Com a actual crise e os cortes que todos sofremos, arriscamo-nos a ser um país não de sorriso amarelo, mas de desdentados.

Fernando Lopes às 10:35 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Sábado, 11.08.12

57 anos. Cancro.

O bicho não escolhe. Demasiada gente, demasiado jovem, sucumbe a esta tenebrosa doença. Vi desaparecer familiares e amigos, ainda antes dos 40. Conhecia-o mal, mas via nele um homem bom, um pai extremoso. Nesta situação não sei se preferiria morrer ou definhar. Mas falar é sempre fácil. A probabilidade maior é que me agarrasse à esperança e à vida. É a atitude dos lutadores. Sem bem me conheço, seria demasiado medroso para lutar com convicção. Esperemos que o bicho não venha ter comigo, e a minha morte seja como a do pai e avô, repentina, um coração que se recusa a trabalhar. De qualquer forma, avanço na lista de forma inexorável. Ou para colocar a questão de uma forma poética, o dia da minha morte será apenas mais um dia de vida.

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Fernando Lopes às 00:21 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 10.08.12

Bolt ou correr apenas para ganhar


Os Jogos Olímpicos são um momento de superação. Não só dos outros, mas dos próprios atletas. Ver Usain Bolt abrandar no final dos 100 e 200 metros livres, provam que o jamaicano nunca será uma "lenda viva". Um desportista que queira alcançar esse estatuto não corre a olhar para o lado. Excede-se. Independentemente das circunstâncias.

Fernando Lopes às 17:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)
 

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