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Não me estou a referir a actividade sexual, como imaginarão a meia dúzia de amigos leitores. Falo do consumo semanal de francesinha, uma actividade completamente dietética, a que me dedico com a precisão de um relógio suíço. Saberão os caríssimos que o meu excesso de peso é perfeitamente justificado, e até modesto, face à alarvidade de que padeço.

 

Acontece que além desta característica, acompanho a grande fome de uma sede permanente, só saciada após o consumo de vários príncipes. O príncipe, além da nobreza do nome, possui a valiosa característica de ser a medida certa de cerveja, 30 cl, nem mais, nem menos. Para um apreciador de lúpulos das mais variadas proveniências, 20 cl, o vulgar fino, é claramente insatisfatório. Não cabe na cova de um dente. É uma bebida à coelho (o lagomorfo, não o PM) "é tão bom, não foi?". A caneca, do alto dos seus 50 cl, é pesada, dá um ar de bêbado e, para o fim, a cerveja está longe das condições ideais de frescura e gás.

 

Quase sempre assim se iniciam as hostilidades do meu fim-de-semana. Francesinha, molho extra, picante extra. Depois, como acontece aos quarentões sedentários, o cu é que paga. Ou como diria o Sr. Gonçalves "estou com o cu como uma couve-flor". Ah coisa e tal, porque é que não te disciplinas, lembra-te que já estás mais para lá do que para cá e renhó-nhó, renhó-nhó. É verdade, têm toda a razão. Mas o que seria a minha vida sem excesso? Uma coisa sensaborona. Aqueles momentos de prazer, valem bem o cuzinho lavado com água de malvas e o sofrimento que vem a seguir. Disse.

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