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Balanços e Premonições

por Fernando Lopes, 9 Jun 12

Atravesso uma fase de balanços. Afinal, aos 49 anos, é tempo de rever o passado e perspectivar o futuro. Olhando para trás, fico com a inevitável sensação de que poderia ter feito mais, e, sobretudo, melhor. As minhas opções levaram-me até aqui. Vividos 2/3 da vida, mudaria muita coisa e deixaria outras tantas intocadas. Um tipo normal, como eu, não deixa obra ou façanha de que se orgulhe particularmente. A não ser os filhos. Fui pai aos 42 e gostaria de tê-lo sido mais cedo. De ter mais filhos, que são o meu legado à humanidade, um vislumbre de futuro. Passe a vulgaridade da expressão, são mesmo o melhor de nós.

Neles investimos afectos, ganhamos força para vencer adversidades, combatemos a angústia que, à noite, dorme na minha cama. À medida que avanço na idade os sonhos vão-se desvanecendo e concentrando na maneira de proporcionar o melhor futuro possível aos descendentes. Não significa isto abdicar da minha singularidade ou de projectos futuros. Passam só para segundo plano. Afinal, também já estou um bocadinho passado. Esta conversa surge porque sonhei com o futuro. Que a minha filha estudava em Espanha e que orgulhosamente, o pai ia visitá-la. Quem sabe se não é um sonho, mas antes uma premonição?

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