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O prazer das coisas simples

por Fernando Lopes, 3 Mai 12

 

Como bom português adoro peixe. As memórias gastronómicas da infância são povoadas por sabores entretanto desaparecidos como goraz de pinta assado com batatinhas e colorau, ruivos, pescada fresca, fanecas. Tudo isto era servido nu, que a minha santa avozinha dissecava o peixinho para aqui o menino não se engasgar com espinhas. Ainda hoje a minha mulher me proporciona esses cuidados de menino mimado que se recusa a crescer.

 

O restaurante que frequento têm por hábito servir pratos de peixe tradicionais. Escalopes de sardinhas, carapauzinhos com batata cozida e molho verde, pescadinha de rabo na boca. Hoje, o prato do dia era petinga com arroz de tomate. É o único momento em que cometo infanticídio. As pequenas sardinhas foram servidas com alface, um arroz de tomate malandrinho, com pequeninos pedaços do mesmo. Uma delícia que evocou tempos remotos em que a felicidade era composta por pequenos prazeres, coisas simples. Pensando bem, ainda é.

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