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Sou uma espécie de Shrek

por Fernando Lopes, 23 Abr 12

Tenho de admitir que a paciência da minha mulher é perto de infinita. Se fosse casado comigo, já me tinha posto a andar e presenteava-me com uma mala de roupa suja. Deixo um rasto de cinza, peúgas e boxers que me perseguem como se tivesse uma corda de estendal amarrada à cintura. Ensinei a minha filha a arrotar sonoramente. Divirto-me na solidão da casa de banho a libertar flatulências. Tenho montes de livros dispersos por todos os cantos da casa. Faço pilhas de fazer corar os Himalaias com revistas e jornais. Encho os cinzeiros até serem semelhantes ao monte Etna. Sou um ogre que a T. atura há 19 anos. Devia tomar emenda, mas confesso que a desorganização não me incomoda. Em meu nome e de todos os ogres que perturbam a vida de inocentes mulheres as minhas desculpas. Vou tentar emendar-me.

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