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Óscar

por Fernando Lopes, 11 Abr 12

 

Temos um novo habitante cá em casa. É um peixinho dourado, da espécie oranda. Enquanto estamos a adaptar-nos ao novo inquilino, googlei oranda para saber mais sobre os cuidados e origem do nosso amigo, Óscar de seu nome. As relações de cumplicidade e confiança que se estabelecem entre humanos e animais nunca deixam de me surpreender. Descobri no youtube, que os oranda são peixes que, em alguns casos, gostam do contacto físico. Não sei se alguma vez conseguiremos fazer festas ao Óscar, mas deliciem-se com este momento. Se isto não dá vontade de iniciar uma dieta vegetariana, vou ali e já venho.

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Fiquei em casa a tentar curar uma maldita constipação que insiste em não me largar. Embrulhado numa manta e num momento de zapping, fui parar ao canal 1. Desde logo a estranheza de ver um programa, Portugal em Directo, que têm a mesma apresentadora e o mesmo formato desde que me lembro, e eu já não sou um rapaz nada novo.

Em seguida noticia-se o cordão humano em torno da maternidade Alfredo da Costa. Num momento de crise, em que andamos todos a contar os cêntimos, seria de esperar que dois ministérios remassem contra a maré dos cortes, e que os titulares dessas pastas batessem o pé ao omnipresente e omnisciente ministro das Finanças. A Segurança Social é em tempos difíceis o farol e porto de abrigo dos cidadãos. Quem contribuiu durante anos, e se vê confrontado com o flagelo do desemprego devia ser abrangido por prestações sociais dignas e eventualmente reforçadas. Nada. Tudo o que Mota Soares propõe são cortes e mais cortes, diminuições e congelamentos. Relativamente aos escalões etários com menos capacidades reivindicativas, é fácil. Tomamos como exemplo o metro de Tóquio e usamos a táctica do "cabe sempre mais um" nos infantários e lares de idosos. É uma medida digna de um néscio, que empurra para longe da vista e bem apertadinhos aqueles que não se podem defender. Sub-repticiamente, pela calada da noite e em conluio com o mestre de todas as faces, proíbe-se a reforma antecipada de quem já fez mais de 55 anos e possui uma longa carreira contributiva para a segurança social. Ainda me hão-de explicar como é que não permitir a reforma dos mais velhos potencia o mercado de emprego.

O ministro da Saúde, em vez de se articular com os demais ministros, e juntos procurarem criar programas de incentivo à natalidade, um grave problema nacional e europeu, preocupa-se antes em fechar estabelecimentos que nos permitiram durante décadas dar boa assistência materno-infantil e atingir números baixíssimos de mortalidade infantil.

É de mim, ou estes tipos estão a fazer tudo ao contrário?

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