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é catastrófico, mas não é grave!

por Fernando Lopes, 3 Abr 12

Este governo carece de discurso político. Apertado entre tecnocratas estrangeirados e mega ministérios, é raro vislumbrar uma centelha de um plano para a sociedade. Essencialmente, Gaspar, o ministro com maior peso, limita-se a fazer contas como o Sr. Manuel merceeiro, só que em grande. Esta navegação à vista, sem uma ideia estruturante para o futuro e seguindo o diktat de Merkel e dos mercados é assustadora. Daí que não espante que o responsável das finanças consiga produzir afirmações como esta, sem ser penalizado politicamente.


Para Vítor Gaspar a situação económica do país está a atingir valores mais baixos e por isso mesmo não existe uma "situação de catástrofe". De qualquer forma o ministro considera que "não podemos excluir a possibilidade de materialização de riscos."

 

Pronto, estamos só em crise e apenas se vislumbra a catástrofe. Fico muito mais descansado.

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Boavista, Cabo Verde

 

Não sei se vamos fazer as tradicionais férias de verão este ano. Tenho a consciência do ridículo deste problema face às necessidades da maioria dos portugueses. Oriundo de um meio pequeno-burguês, as férias de praia são uma tradição desde sempre. Do Algarve às Caraíbas, passando por África, as nossas férias já se passaram em vários continentes. Adiado sine die o desejo de conhecer a Ásia, de voltar a dar mergulhos em águas tropicais. A chefe da casa é perita em descobrir promoções, campanhas e todos esses truques que nos permitem poupar umas valentes massas. O nacional Allgarve sempre foi um destino caro face ao que oferece e à concorrência. Este ano, os hoteleiros insistem em manter alojamentos de 4 estrelas a preços superiores aos da concorrência internacional. Depois de muito procurarmos o melhor se encontrou foi um alojamento a 150€ por dia para os três num hotel de uma conhecida cadeia nacional. Conseguem-se preços mais competitivos no norte de África ou sul de Espanha, por exemplo. Gostava de voltar a Cabo Verde, desta vez à ilha da Boavista. Ter um deserto nas costas e um mar infindável pela frente seriam para mim as férias ideais. Como companhia basta-me a família, praia, meia dúzia de bons livros. E uma cerveja fresquinha, vá lá. Provavelmente não vai dar. Incómodo insignificante, num país em escombros no dia em que se soube que o desemprego tinha atingido a taxa recorde de 15%.

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  • alexandra g.

    Uma bela albina, poderia ser gémea da gata da minh...

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    Tu és de pouco alimento, a despesa suporta-se bem....

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    Com a poupança que tens tido nos almoços comigo e ...

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