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reles prostitutas

por Fernando Lopes, 1 Abr 12

Compras de fim de tarde num supermercado do Porto. À porta uma associação pede comida para pessoas em dificuldades. O acto tornou-se de uma infeliz vulgaridade, pelo que nem noto qual a entidade que pede apoio. Os representantes estão identificados por um colete verde e são uma dupla improvável. Um homem de cerca de 60 anos e uma jovem adolescente. Indaguei se tinham alguma preferência de produtos. Azeite, massa, enlatados. À medida que percorremos as prateleiras noto que os produtos de marca branca estão convenientemente "esgotados". Provavelmente estratégia do supermercado para vender os mais caros. Que importa, a nossa obrigação é contribuir. Compramos o que nos foi pedido e entregamos com prazer. Saio dali a pensar como os portugueses são um povo estranho. Uns criam sedes fiscais na Holanda e deixam esgotar os produtos mais acessíveis. Os outros contribuem. Quase sem olhar a preços. Enquanto tentamos minorar as dificuldades de alguns, a "famiglia" Soares dos Santos minimiza a contribuição pela via fiscal. Olho para cima e Zita Seabra, "editora", surge num cartaz a fazer publicidade a um vinho qualquer. Os portugueses são um povo bom e solidário. As elites, reles prostitutas.

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A vida é simples

por Fernando Lopes, 1 Abr 12

Chegado através da Ana.

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    O Natal está aí à porta. Começa a introduzir esse ...

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    Parabéns Branca és uma sortuda. Põe o teu dono a f...

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    Eh pá, nos contras diria que não é um cão. Nos pró...

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