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Emigrem tanto quanto possível

por Fernando Lopes, 19 Dez 11


O título desta posta é uma (in)feliz síntese dos momentos com que a dupla Cavaco & Coelho nos brindaram este fim-de-semana. Seria cómico senão fosse trágico. A mensagem de Natal do biltre e o conselho de PPC são um resumo deste país. Sem brilho, sem motivação, sem esperança, sem futuro. A admissão de que 2012 será um ano trágico para milhares de famílias que serão vítimas do desemprego ou a sinalização de que não há futuro para os nossos mais qualificados é um inadmissível sinal de derrota.

Ao presidente e ao primeiro-ministro compete animar, motivar, apresentar ideias para vencer as dificuldades que atravessamos. Mesmo sabendo que não está [apenas] nas nossas mãos a resolução dos problemas, os dois mais altos representantes da nação exibem, despudoradamente, falta de ideias ou soluções para quebrar este ciclo vicioso e viciado.

A propagação de medidas que retiram bem-estar, encolhem salários, aumentam precariedade é lamentável. Todos temos a noção de que estamos sobre um protectorado que além de exigir diminuição da qualidade de vida, cobra juros exorbitantes e procede à pilhagem das nossas melhores empresas. Que os nossos representantes aceitem isto como uma fatalidade, prova a miserável qualidade técnica e humana de quem se apoderou do poder.

Portugal está cada vez mais parecido com Auschwitz, onde o trabalho é de borla e a esperança uma miragem. A fase seguinte será, certamente, a do extermínio. Às portas deste país será colocada a frase "A morte liberta", convidando os portugueses em geral e esses sanguessugas dos pensionistas e reformados em particular ao suicídio colectivo. Com os jovens expulsos do país que investiu na sua educação, com uma segurança social incapaz de assumir compromissos, os mais velhos serão convidados, à velha maneira índia, a sentarem-se num qualquer monte, sem comida nem bebida, à espera que a morte chegue.

Cavaco & Coelho lá estarão, a pairar como abutres, prontos a acender a pira funerária, na celebração de menos um encargo para o estado social.

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Bernardino, vais às exéquias?

por Fernando Lopes, 19 Dez 11


Embora a morte nunca seja facto de celebração, está aqui uma que me é absolutamente indiferente. OK, confesso, não consegui deixar de esboçar um ligeiro sorriso. Será Bernardino o representante do PCP nas exéquias?

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