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Por todo o lado assistimos a terrorismo de estado. Seja o terrorismo financeiro, que nos rouba salários e obriga a trabalhar mais horas, seja o terrorismo propriamente dito, exercido por aqueles que juraram "honrar e defender". As cartas de boas intenções, o jogar segundo as regras, deixou de ser justificável, porque eles também não jogam pelas regras democráticas. Há pois que criar resistência, ocupar tudo, ser subversivo, antes de ser tragado, digerido e devidamente evacuado.

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O autor do livro "Lúcio Feteira, a história desconhecida", o jornalista Miguel Carvalho, não tem dúvidas: o milionário português era um homem visionário que "não podia ver um rabo de saias" e um empresário repleto de "esquemas".

"Tanto lá (Brasil), como cá (Portugal), não encontrei nos grandes negócios nada que não tenha um esquema, nada que não seja duvidoso", salienta Miguel Carvalho, acrescentando que isso lhe valeu ameaças de morte e armas empunhadas numa Assembleia Geral de uma das empresas, a Covina, cujos sócios acabou por "trair".
Da investigação que durou um ano, o jornalista Miguel Carvalho conseguiu fazer o retrato de um homem simultaneamente capaz de aparecer como "banqueiro da resistência à ditadura" e "financiador de um golpe contra Salazar".

Algo que, segundo o autor do livro, disponível nas livrarias a partir de hoje, só prova a capacidade que Lúcio Feteira tinha "em jogar em diversos tabuleiros", notando a forma hábil como conseguiu, a partir do Brasil, construir "grandes cumplicidades com os poderes militares das ditaduras sul-americanas".

Era um homem visionário, capaz de se preocupar, nos anos 30, com as questões ambientais quando liderava a Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, mas uma figura que a injustiça da História secundarizou perante industriais como Alfredo da Silva e António Champalimaud, "muito porque ficava na sombra", justifica Miguel Carvalho.
Lúcio Feteira era "um mulherengo assumido", realça. No livro, o jornalista aborda uma história que atesta a "vertigem" do milionário português pelas mulheres.

"Ele chegou ao aeroporto, viu passar uma beldade e seguiu a mulher. Deu-se ao luxo de trocar o bilhete para acompanhar a mulher, mas quando se vê a bordo do avião constata que ela vai em viagem de lua-de-mel", conta. "Era dado a estes fascínios e a estes luxos", explica Miguel Carvalho.

Rosalina Ribeiro foi uma companheira "útil", de "dedicação inexcedível, embora se possa pensar que teria o seu interesse muito próprio", mas "aquela que eu penso que foi a mulher da vida de Lúcio Feteira, a sua primeira grande amante, foi Celeste Pastorini", sustenta.

"Era muito bonita, ofereceu-lhe sociedades, deram a volta ao mundo. Um dia confidenciou a familiares: Ela gostou muito de mim e eu muito dela', algo que nunca disse de outra mulher ou de Rosalina, ilustra o jornalista.
O autor do livro, contudo, sublinha que nada do industrial multimilionário "era a preto e branco" e, apesar do sucesso nos negócios e com as mulheres, Miguel Carvalho gravou na mente uma frase de Lúcio Tomé Feteira: "Tudo neste País contra mim se tramou."

Texto roubado ao DN Online. O Miguel brilha diariamente no blogue A Devida Comédia.

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Alternadeiras

por Fernando Lopes, 21 Nov 11


Não é só em Portugal que o povo padece de bipolaridade. Noutros países europeus tarda a surgir uma alternativa credível. Como clientes embriagados de uma casa de má fama, os europeus insistem em escolher entre a alternadeira que lhes parece mais promissora.

Há muito que o espumante perdeu força. Apresenta-se morto, sem borbulhas, com promessas que, sabe-se, não irá cumprir. Entre os "socialistas" convertidos em sociais-democratas de segunda escolha e os conservadores, que seguindo os ditames da moda, pescam em águas liberais, o povo espanhol escolheu.

A sua opção foi idêntica à nossa. Subserviência aos mercados e à Alemanha. “A voz espanhola tem de voltar a ser respeitada em Bruxelas e em Frankfurt, seremos o mais leal e mais exigente dos sócios, cumpridores e vigilantes” disse Rajoy. E isto é todo um programa. Os povos europeus pela inépcia das suas escolhas merecem o que lhes está a acontecer.

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