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Sonho de uma noite de outono

por Fernando Lopes, 16 Nov 11

Ontem sonhei com Ele. Não estava com um manto diáfano, mas com as minhas velhas 501. Falávamos sem abrir a boca. Disse-me: "Eu sou o padre a a prostituta, o professor e o analfabeto, o bondoso e o ruim, o homem e a mulher, o poeta e o prosador, o branco e o preto, o grito e o sussurro, o silêncio e o ruído, a tristeza e a alegria." Estranhamente compreendi o que me queria dizer. O divino somos nós. Somos tudo, o que sentimos, o que vivemos, o sagrado e o profano. É esse o nosso céu e o nosso inferno. Depois é o vazio. Quando o meu corpo putrefacto, expelir gases, entrar em decomposição, quando as larvas comerem os meus olhos, morderem as minhas carnes, saberei que nada mais existe. Fui homem e Deus, pecado e redenção, céu e inferno. Reconheci-o. Era Nietzsche.

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