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Varredores

por Fernando Lopes, 13 Nov 11

Varredores de Rua, Carlos da Silva Prado, Museu de Arte de São Paulo

Caminham pela alameda, cada um no seu passeio. Como carris de comboio, paralelos sem nunca se encontrarem. Trazem uma vassoura rude mas resistente, e um carro cilíndrico. Num dos carros, um velho rádio pendurado, emite uma música fanhosa. Varrem com firmeza os milhares de folhas que as velhas árvores deixam tombar. Acumulam pequenos montes, posteriormente esmagados e compactados no carrinho. Sentam-se na beira do passeio para comer uma bucha. Passados minutos reiniciam o processo. Varrer, amontoar, compactar. Centenas, milhares de folhas, todas as noites. Nunca olham para trás, ignorando ostensivamente a natureza, que escarnece do seu trabalho e lentamente recomeça a cobrir com um novo manto, o chão à minutos imaculado.

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