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Viva la muerte!

por Fernando Lopes, 31 Out 11


"O dia em que morremos é apenas mais um dia da nossa vida." Quem o disse já partiu para esse limbo de onde nunca se regressa. No México uma das marcas culturais deste dia é o cruzamento entre o sagrado e o profano, o brincar com a morte, o ignorar ostensivo de que ela está sempre ao nosso lado. O culto dos mortos representa a careta que fazemos à morte. De língua de fora, dentes arreganhados, desprezo infinito. Estás aí, mas não é hoje que me levas.

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Anatomia do desejo

por Fernando Lopes, 31 Out 11


Caminhamos de mão dadas. Através do decote discreto, pressinto-te os seios generosos e firmes. E, num segundo, recordo com desejo redobrado as vezes em que fomos um corpo só, quente, vibrante e húmido, partilhando o êxtase. Não é passado, presente ou futuro é todo um momento que se eterniza, quando exaustos nos abraçamos num profundo silêncio. E tremo de prazer, satisfação e orgulho. Tantos anos depois quero-te ainda mais.

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Incapaz de combater o fenómeno da evasão fiscal, o governo quer colocar os cidadãos como inspectores tributários. A economia paralela aumenta à medida que aumentam os impostos. É dos livros e do senso comum. Todos nós já fomos confrontados com um arranjo de um electrodoméstico ou pequenas obras em casa que nos sairiam 21% mais caras se pedíssemos factura. E, quem não prevaricou, que atire a primeira pedra. A razão é simples. Não podemos deduzir no IRS estas despesas ou temos uma dedução insignificante. Assim, o governo, quer colocar-nos a fazer o papel que lhe compete. Recuso esse ónus. Já pago q.b. de impostos para ser funcionário do fisco nas horas vagas. O ridículo desta medida, obrigar-nos a conservar as facturas durante um ano. Nada irá acontecer. Confesso-me desde já pecador. Amanhã quando tomar o meu café não irei pedir factura. O cidadão pode sofrer uma coima até 2.000 euros. O comerciante uma multa máxima de 3.750 euros. Como se prova pelos números das coimas a medida não é para ser levada a sério. Sobretudo pelos comerciantes e prestadores de serviços.

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Como terão notado os seguidores mais atentos deste blogue, retirei o widget dos Membros. Tal deve-se única e exclusivamente a uma incompatibilidade entre a aplicação e o meu template. Ora surgia, ora desaparecia como uma lâmpada prestes a fundir-se. Incapaz de resolver o problema, retirei-o. Os 17 que deram a cara publicamente mostrando que gostavam desta coisa parecida com um blogue, continuam a contar com o meu carinho e admiração por serem tão temerários. Para luzes a aparecer e desaparecer fugazmente, sem que nos apercebamos que existem, já bastam os nossos ordenados.

Disse uma vez aqui, que os pageviews eram para panisgas. Mantenho a opinião. Permitam-me no entanto uma exibição despudorada do tamanho da minha pilinha. O purgatório ultrapassou hoje a fasquia dos 5.000 hits/mês.  A internet não se mede ao quilo, nem a qualidade dos blogues por pageviews. Para quem me lê é certamente pouco importante, mas significa que, este mês, abandonei os regionais e passei à 3ª Divisão B. Mais uns anitos e terei tantos leitores mensalmente como os grandes blogues tem por dia. Eventualmente, ao fim de tanta tentativa, poderei até publicar um post que mereça ser lido. The sky is the limit!

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Eugénio

por Fernando Lopes, 29 Out 11

O Eugénio é um homem de meia-idade, com um rosto que exprime bondade e simplicidade. Sobreviveu a uma infância difícil, uma doença destruidora, construiu com amor uma família que agora vê desmembrada. A sua única filha, terminados os estudos, apenas encontrou trabalho na capital. E o Eugénio anda como uma alma penada, em busca da cria que já não volta. Sente um vazio, olhando o quarto intocado. Suspira pelos fins-de-semana em que a terá de regresso. "É uma tristeza sem fim", confessou. E, num gesto de rotina, todas as noites vai espreitar a divisão desocupada, com a secreta esperança que o tempo tenha parado, e a jovem ainda esteja sentada, à meia-luz, batendo vigorosamente no teclado.

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O cinismo como atrofia

por Fernando Lopes, 28 Out 11


Todos somos Diógenes. Particularmente em tempos difíceis é apetecível e justificado. Grandes pensadores, homens de letras, artistas, o cinismo sempre possibilitou um olhar crítico sobre nós e os outros. Não é em si mau. Permite-nos, qual alma desirmanada do corpo, pairar sobre o nosso espectro, olhar o quão ridículos somos, não nos levarmos demasiado a sério. O cinismo de Diógenes não era o que por aí circula de "os políticos são todos iguais", "anda meio mundo a roubar outro meio" e o conformismo de "enquanto o pau vai e vem, folgam as costas". Era uma base para a construção de um homem melhor, porque com essa consciência, mais atento ao mundo e aos seus semelhantes, elevando a fasquia, exigia mais. Ser cínico por militância ou diletantismo é uma forma de atrofia. Porque se encolhem os ombros  perante as dificuldades, vira-se as costas ao que nos indigna, mata-se a esperança de homens e amanhãs melhores. Inocência, ingenuidade, inconsequência, dirão eles.  Talvez, mas antes isso do que virar costas à luta por um mundo melhor. Porque, quem desiste, já está morto e ainda não foi informado do funesto evento.

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Indignados, ma non troppo

por Fernando Lopes, 28 Out 11


Um grande post no spectrum.

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Nunca foi tão fácil reconhecer um canalha ...

por Fernando Lopes, 27 Out 11

andam todos com a bandeira na lapela ...
"O patriotismo é o último refúgio de um canalha"

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O moço de recados

por Fernando Lopes, 27 Out 11


Jaime Resende, deputado da Assembleia Municipal, eleito pelo Movimento Matosinhos Sempre de Narciso Miranda, conseguiu facturar 16 milhões de euros em 10 minutos. O truque foi o mesmo de sempre, isto é, comprar terrenos a baixo preço por fazerem parte da REN (Reserva Ecológica Nacional). Posteriormente vem a requalificação o que aumenta exponencialmente o seu valor. Este expediente, já usado também por Valentim Loureiro e o seu filho João, enriqueceu muita gente. Mas esses tem cacife para fazer este tipo de jogadas. Tem know-how, informação privilegiada e acesso aos meios financeiros necessários a este tipo de operações. Este badameco é um merdas, um moço de recados, o 29º deputado eleito para a Assembleia Municipal e nem no site da C.M. de Matosinhos nem no da candidatura de Narciso apresenta curriculum. É, obviamente, um testa-de-ferro. E uma investigação à séria, que não se ficasse pelo peixe-miúdo e fosse à raiz do problema? Isso é que era ...

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Saraiva, tem medo, tem muito medo ...

por Fernando Lopes, 27 Out 11

José António Saraiva, deves ter medo dos indignados. Obviamente, nas tuas aulas de política, nunca te debruçaste sobre Herbert Marcuse. Mas ainda estás tempo. Porque as revoluções não se fazem através do voto, ordeiro e acarneirado, mas na rua. E é a rua que temes ...

(...) o conceito de violência encobre (...) duas formas muito diferentes: a violência institucionalizada do estado de coisas vigente e a violência da resistência, que, necessariamente, permanece ilegal em face do direito positivo. Falar de uma legalidade da resistência é um sem-sentido. Nenhum sistema social, nem mesmo o mais livre, pode, constitucionalmente, ou de alguma outra maneira, legalizar uma violência dirigida contra este sistema. Cada uma destas duas formas encobre funções opostas. Há uma violência de libertação e uma violência de opressão. Há uma violência de defesa da vida e uma violência de agressão. E ambas estas formas de violência tornaram-se forças históricas e permanecerão forças históricas. (MARCUSE, 1968b, p.56)

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    Ferdinand,não se diz gases, diz-se metano :), mas ...

  • Anónimo

    Já passei pela situação de querer umas bolachas se...

  • Fernando Lopes

    O problema dos ruminantes são os gases, usei a vac...

  • Inês

    "mais ventosidades que uma vaca argentina"?! Já me...

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